Jundiaí

Brechós estão repaginados e são opções cada vez mais comuns

Brechós ganham nova aparência e são opção para quem adere à onda do não consumismo


                         ALEXANDRE MARTINS
Helena Rodrigues diz que clientes gostam da qualidade e do preço baixo
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Diferente dos brechós de antigamente, com ambientes mais escuros, não raramente empoeirados e com pilhas e pilhas de roupas usadas, os brechós ganharam uma nova aparência e vêm sendo uma opção cada vez mais considerada por quem deseja adquirir roupas, sobretudo para quem adere à onda do não consumismo, bastante difundida na atualidade.

Sobre esta mudança, Eder Gianini, proprietário de um brechó há quatro anos, diz que, de fato, a visão do público é outra. "Os brechós mudaram bastante e o preconceito que algumas pessoas tinham também está mudando, mas é porque hoje os espaços são organizados e as peças mais conservadas", explica.

No seu espaço, localizado no Centro, os vestidos são os carros-chefes. "Para a gente não tem procura específica, mas o que mais vende aqui é vestido. Não mudou muito a oferta dos clientes, das pessoas que trazem roupas para nós. Tem sempre alguém querendo vender e a gente avalia para troca ou pagamento em dinheiro", explica.

Eder diz que os fechamentos propostos pelo Plano SP para frear o avanço da pandemia derrubaram um pouco as vendas. "Na pandemia, não percebi tantas aberturas de brechós novos. Com os fechamentos do comércio, as vendas caíram um pouco aqui para nós porque não trabalhamos com venda on-line, mas com a reabertura as pessoas voltaram a procurar normalmente."

INOVAÇÃO

Proprietária de brechós há 20 anos, Helena Rodrigues tem quatro estabelecimentos voltados à comercialização e troca de roupas e calçados usados, tanto femininos quanto masculinos. Ela percebe que, neste período de pandemia, muitos locais do tipo abriram, porém alguns fechamentos foram inevitáveis.

"Eu acho que as pessoas procuram brechó para comprar roupa porque são peças que têm qualidade e o preço é bom", comenta ela sobre o negócio que inova e hoje já aceita até Pix no pagamento das compras.

Com um cartaz no brechó anunciando a compra roupas de inverno, Helena diz que o movimento diminuiu até de quem vai vender as peças. "Caiu muito o movimento. Com a chegada do inverno dá uma melhorada para o comércio em geral porque as pessoas buscam roupas, então no inverno vende mais mesmo. Fornecedores também não têm tantos, mas tenho lugares fixos onde compro sempre", garante.

 


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