Jundiaí

Setor de aviamentos e tecidos mantém bom fluxo de clientes

LINHAS E TECIDOS Comerciantes ressaltam alta nas vendas durante o início do período de isolamento social e após estagnação, setor continua aquecido


JORNAL DE JUNDIAI
Mathews Guilherme de Oliveira ressalta o bom aumento de vendas
Crédito: JORNAL DE JUNDIAI

O setor de aviamentos e tecidos tem se destacado no comércio mesmo com as incertezas do mercado, em especial devido ao 'abre e fecha' das lojas. Apesar da estagnação, comerciantes ressaltam que as vendas se mantiveram e muito se deu por conta de as pessoas estarem em casa.

Para Thaís Palhares, proprietária de uma loja de aviação e bordados, o comércio estando aberto, já é de grande ajuda. "O maior problema não tem sido as vendas, mas a falta ou o preço da matéria-prima", relata.

Ela acredita que muitas pessoas aproveitaram o isolamento para fazer algum tipo de terapia e o artesanato ajudou. "Agora que está entrando o período de frio, o que mais tem saído é a lã, mas o nosso carro-chefe, desde o início da pandemia, foi o setor de linhas em geral, principalmente o barbante. Devido ao desemprego, a maioria começou a confeccionar tapetes como forma de renda extra. O preço dos barbantes varia pelo peso, ou seja, 600g sai por R$ 12, 800g por R$ 15 e de 2kg por R$ 37", afirma.

No setor de tecidos e estamparias, o funcionário de uma loja de aviamentos, Mathews Guilherme de Oliveira, afirma que houve um bom aumento nas vendas em comparação ao período anterior à pandemia.

"Mesmo com as incertezas do abre e fecha conseguimos manter um nível estável e apesar dos reajustes de valores devido a falta de matérias-primas, o pessoal continuou comprando. Acho que foi devido à confecção de máscaras ou por novas formas de renda", ressalta.

Segundo Oliveira, os tecidos com estampa de cor preta foram as mais procuradas no começo, mas com o tempo, estampas mais ousadas para combinar com os looks foram procuradas. "Tenho tecidos a partir de R$ 30 o metro, chegando no máximo a R$ 35, vai depender da marca e da gramatura", explica.

AQUECIMENTO

De acordo com João Gabriel do Nascimento, gerente de um loja de tecidos, o perfil dos clientes durante a pandemia foi de mulheres da terceira idade. "Nós fomos procurados justamente para a confecção de máscaras, mas agora, após a reabertura do comércio, demos uma estagnada e estamos voltando aos poucos. Nosso carro-chefe na pandemia foi a tricoline, um tecido 100% de algodão e vendemos por R$ 25 o metro", conta.

Outro setor relacionado que teve muita procura durante o período de isolamento foram as empresas de manutenção de máquinas de costura. "Muita gente estava com as máquinas paradas em casa e por isso vieram nos procurar para fazer a revisão. Nesta segunda onda as coisas normalizaram", comenta Marcelo Germanu, proprietário de uma empresa de manutenção de máquinas.

 


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