Jundiaí

Com abandono de animais alto no AUJ, abrigos estão lotados

Mesmo sendo crimes, abandono e maus-tratos ainda são uma realidade comum na Região


ARQUIVO PESSOAL
Cláudia Trevisan, da Focinho Feliz, busca lares para os bichos resgatados
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

A situação de abandono de animais se tornou preocupante, apesar de evidente. Nenhuma das cidades do Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ), incluindo Jundiaí, há programa de resgate de animais e, com abrigos lotados e sem condições de absorver a demanda, Ongs especializadas em causa animal pedem mais consciência da população.

A presidente da União Internacional Protetora dos Animais (UIPA) de Jundiaí, Carmela Panizza, as instalações sempre estiveram lotadas e o acolhimento acontecia quando animais adotados saíam e abriam vagas. "Eu notei que aumentou o abandono e com isto muitas pessoas pedindo ajuda para abrigá-los, mas a pandemia diminuiu este interesse", lamenta.

O espaço comandado por ela sobrevive de doações de associados e eventos, que estão parados no momento devido à pandemia. "Não recebemos verba da prefeitura e todo serviço é voluntário, com exceção dos funcionários que trabalham na limpeza e veterinários. A demanda é imensa pela falta de educação e consciência das pessoas", lamenta.

DIFICULDADES

Recentemente, a dentista Géssica Souza, de Campo Limpo Paulista, encontrou uma ninhada de sete gatinhos. Ela e o namorado procuraram abrigo para eles em Campo Limpo e Jundiaí, mas, após uma saga, conseguiram apenas encaminhá-los a um abrigo temporário até que todos estivessem adotados. "Eu falei com a ONG de Campo Limpo, mas já não estavam dando conta de receber. A quantidade de abandonos é grande, às vezes deixam animais no portão do responsável pela ONG", relata.

Cláudia Trevisan, do Instituto Focinho Feliz de Jundiaí, comenta que a adoção está mais rara. "Se um lugar tiver 500 vagas, vai ter 500 animais, se tiver mil vagas, vai ter mil animais. As ONGs que têm abrigo estão todas lotadas, então dificilmente recebem mais animais. Tem muito abandono e pouca gente adotando agora."

Cláudia explica que o instituto faz o trabalho de busca por lares temporários e depois definitivos. "Não temos canil, nem gatil. Temos recursos apenas de doação e não temos ajuda da prefeitura. A gente iniciou a ONG para fazer o trabalho de educação, mas com a pandemia ficou difícil ir a empresas e escolas."

Em Jundiaí há o Departamento do Bem-Estar Animal (Debea), um espaço de transição onde os animais sem tutores ficam durante o período que precisam de cuidados veterinários, porém o espaço está lotado.

A Prefeitura de Jundiaí não tem parcerias com ONGs ou instituições para a destinação de animais que são encontrados abandonados.

Sem ações de resgate

Em Itupeva há o Departamento de Fauna e Bem-Estar da prefeitura (DEFBEA), órgão fiscalizador e coibidor de maus-tratos, incluindo o abandono, mas que não faz resgate e abrigo de animais abandonados.

É oferecida a castração aos animais da cidade e atendimento veterinário caso necessitem, depois disso, eles são colocados de volta no local de origem.

A Prefeitura de Várzea Paulista informa que não dispõe de ações para resgate e abrigamento de animais abandonados na cidade e também não oferece apoio financeiro a ONGs que abrigam estes animais.

A prefeitura orienta munícipes que encontrem animais abandonados a procurarem as ONGs.

Em Louveira há um programa municipal de castração animal, mas não há vagas para acolhimento de animais abandonados.

Campo Limpo Paulista ainda estrutura o projeto de Bem-Estar Animal. Caso precise, o morador campolimpense pode entrar em contato com a Defesa Civil.

Em Cabreúva há o Centro de Esterilização de Cães e Gatos (Creadoca). Alguns animais são abandonados no local e a prefeitura faz campanhas de adoção para estes animais.

Procurada, Jarinu não retornou até o fechamento desta edição.

 

AJUDE AS ONGs

Conheça o trabalho das ONGs e contribua com a causa.

UIPA: 99936-3470

Banco do Brasil, Ag: 6519-6, C/C: 678-5, CNPJ: 51.921.112/0001-16

Instituto Focinho Feliz: 99793-4625

Credito: DIVULGAÇÃO / Descrição: Borgus, que tem oito meses, espera por um lar definitivo na UIPA Jundiaí


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