Jundiaí

No AUJ já há indícios da terceira onda da pandemia

COVID Em Jundiaí, a quantidade de testes PCR aplicados entre a 2ª e a 3ª semanas do mês subiu 63%


        ALEXANDRE MARTINS
Saulo Duarte Passos reafirma a necessidades de cuidados no momento
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Na Região do Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ), assim como no restante do Brasil, há aumento nas contaminações e consequente risco de uma terceira onda da pandemia. Em Jundiaí, mesmo que os casos ainda não representem variação expressiva, a quantidade de atendimentos nas Unidades Sentinelas vem subindo.

Segundo a Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), entre os dias 9 e 15 de maio foram realizados 891 testes de RT-PCR, enquanto entre os dias 16 e 22 de maio, 1.453 exames, o que significa um aumento de 63%.

O infectologista, pediatra e professor livre-docente Saulo Duarte Passos relata que é difícil saber agora com exatidão como a pandemia será nos próximos meses. "Este tipo de informação é difícil agora. Há novas cepas do vírus e no inverno as pessoas ficam mais juntas, aglomeradas em espaços fechados, então a tendência é que a transmissão aumente."

De acordo com o especialista, se não houver isolamento, o oposto do que vemos agora, aumenta o número de casos e a tendência é piorar a pandemia. "Acho que para ter controle, o número de vacinas precisa aumentar muito. A imunidade de rebanho é alcançada se o vírus fica estável, mas já há mutações e esse é o grande problema porque é difícil ter controle. Quanto mais casos, mais variantes do vírus surgem", diz ele sobre a tendência da pandemia perder o controle com o aumento de casos.

O médico vê a situação como preocupante neste momento. "A gente precisa fazer o isolamento e testar casos suspeitos, mas não é o que vemos no país neste momento. É difícil falar sobre a piora da pandemia, mas no inverno também há ocupação de leitos respiratórios por causa da gripe e isso se soma a esse cenário. A situação é bastante preocupante."

Em relação ao teste rápido, na semana de dois a oito de maio, foram feitos 126; entre nove e 15 de maio, 173; e na semana de 16 a 22 de maio, 154 exames.

MÉDIA MÓVEL

Em Jundiaí é possível observar que a média móvel de óbitos também aumentou. Não houve variação entre a primeira e a segunda semanas do mês. Na terceira semana, porém, a média subiu 31%. A quarta semana ainda não foi fechada, mas tende a permanecer alta.

A prefeitura informa que neste ano a estrutura de leitos do município foi ampliada em 48%, se comparada à estrutura vista em 2020, mas reitera a importância dos cuidados da população, mesmo de quem tomou a vacina, já que ainda pode contrair a doença e transmiti-la, pois o limite estrutural de atendimento está próximo.

AUJ

Na Região, Várzea Paulista teve aumento progressivo de casos suspeitos nas últimas três semanas. Foram 430 pessoas atendidas na Unidade de Combate ao Coronavírus na semana de 1º a sete de maio, 450 pessoas de oito a 14 de maio e 569 de 15 a 21 deste mês.

Em Campo Limpo Paulista também houve aumento ao longo deste mês. Na primeira semana de maio foram 323 atendimentos de pessoas com síndrome gripal no município. O número subiu para 386 na segunda semana e para 476 na terceira semana. A quarta semana do mês, que ainda não acabou, tem registro de 97 atendimentos.

Louveira atendeu 181 pessoas com síndrome gripal entre 26 de abril e três de maio, 217 de três a 10, 365 de 10 a 17 e 251 de 17 a 24 deste mês.

Jarinu informou apenas o montante do período, tem média de 30 atendimentos por dia e este número se mantém estável considerando as últimas três semanas.

Já Itupeva também tem o montante, registrou 395 atendimentos na Unidade Sentinela e 1.309 no Hospital Municipal Nossa Senhora Aparecida, do dia 1º ao dia 23 deste mês.

Procurada, Cabreúva não retornou até o fechamento desta edição.


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