Jundiaí

Além do herpes labial, o narguilé acelera contaminação da covid

A prática perigosa para a saúde ainda permanece ativa entre jovens e fumantes


ARQUIVO PESSOAL
Pneumologista Evaldo Marchi alerta sobre os riscos dos narguilés
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

Uma prática perigosa para a saúde que ainda permanece ativa entre jovens e fumantes é o uso do narguilé que volta à discussão na área médica por conta do perigo para a contaminação da covid-19.

O pneumologista e diretor da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ), Evaldo Marchi, explica que a fumaça aspirada do dispositivo de narguilé possui elevadas quantidades de nicotina, monóxido de carbono, metais pesados e diversas substâncias cancerígenas, as mesmas encontradas no cigarro.

"O risco mais agudo de uma sessão de narguilé ocorre por conta da absorção de uma grande quantidade de nicotina que chega rapidamente na via circulatória e pode causar alterações cardíacas, como aumento da pressão arterial, arritmia e até parada cardíaca."

Além dos riscos à saúde, os narguilés também podem aumentar as transmissões da covid-19, por meio do compartilhamento do aparelho. "Os pneumologistas desaconselham fortemente o uso do narguilé e, durante a pandemia, isto tem sido ressaltado ainda mais nas campanhas antitabagismo do Ministério da Saúde e das sociedades das especialidades, por conta do grande risco de transmissão do vírus", afirma o pneumologista.

PERIGO DISFARÇADO

O aparelho é um tipo de cachimbo de água, utilizado para fumar tabaco aromatizado. Já disseminado por todo o mundo, o objeto é constituído de um fornilho, um tubo longo, pelo qual passa a fumaça antes de chegar à boca, e um pequeno recipiente, usado para armazenar água perfumada.

Em muitos casos, como é compartilhado, já se sabe que entre as doenças disseminadas pelo uso conjunto dos narguilés, estão a herpes labial, tuberculose, hepatite, gripe, H1N1, infertilidade, aterosclerose, asma por irritabilidade brônquica e até enfisema pulmonar.

(Luana Nascimbene)

 


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