Jundiaí

Morte de idosos por covid-19 cai 28,3%, mas doenças geram alerta

COMORBIDADES Com a vacinação de idosos, este público deixa aos poucos de ser o mais vulnerável


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A vacinação na Região já derruba a mortalidade de idosos pela covid-19
Crédito: DIVULGAÇÃO

Em Jundiaí, em janeiro deste ano, os óbitos de idosos em decorrência da covid-19 representavam 86,36% do total de pessoas que morriam pela doença. Com a vacinação, o número de óbitos caiu para 67,48% em abril e, até esta quarta (25), os idosos somavam cerca de 58% dos óbitos neste mês, o que significa redução de 28,3% do observado em janeiro.

Mesmo com os números em decrescente, o risco para idosos ainda é o maior já que a imunização completa demora 28 ou 120 dias, a depender do imunizante. Em contrapartida as pessoas mais jovens com comorbidades ou síndromes tornam-se o foco para a vacinação, já que pouquíssimas pessoas com menos de 60 anos sem doenças crônicas morreram em Jundiaí por causa do coronavírus.

A campanha atualmente abarca pessoas com maids de 45 anos com comorbidades. A Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) de Jundiaí informa que a vacinação tem como objetivo reduzir a ocorrência de casos, casos graves e óbitos causados pelo vírus.

REGIÃO

Em Itupeva, a quantidade de óbitos de pessoas com mais de 60 anos entre maio do ano passado a este ano caiu de 66% para 35,7%. Segundo a Secretaria de Saúde, dos cinco idosos mortos neste mês, quatro não tomaram a vacina e um foi infectado antes da primeira dose.

Em Louveira, também na comparação entre maio do ano passado e deste ano, a quantidade de idosos vítimas da covid-19 caiu de 100%, com uma única vítima idosa, para 53,8%.

A Unidade Gestora de Saúde de Várzea Paulista, por meio da Vigilância Epidemiológica, informa que em maio de 2020, 60% das vítimas do coronavírus tinham mais de 60 anos. Neste mês de maio, 55,5% faleceram com mais de 60 anos.

Campo Limpo Paulista informa que em maio de 2020, 83% dos óbitos pela covid foram de pessoas com mais de 60 anos. Neste mês, caiu para 58% a quantidade de pessoas idosas que faleceram em decorrência da doença. Procurados, Cabreúva e Jarinu não responderam até o fechamento desta edição.

MEDO

Além das doenças, também chama a atenção que pessoas com síndrome de down sejam vítimas da covid-19. Em Jundiaí, duas mulheres, com 22 e 30 anos, que tinham a síndrome, morreram em menos de uma semana.

Mãe de Fábio Marquesin Toresin, de 28 anos, com síndrome de down, Maria Alice Marquesin, de 68 anos, conta que o filho teve a doença. "Ele trabalha na administração de um hospital e já tinha tomado as duas doses da vacina. Quando ele pegou, eu peguei também. Eu fiquei internada 11 dias e ele ficou quatro. Ele ficou fraquinho e foi bem preocupante por causa da síndrome de down, mas graças a Deus ele ficou bem e já voltou a trabalhar."

Segundo a fisioterapeuta e coordenadora técnica da Centro de Atendimento à Síndrome de Down Bem-Te-Vi, Viviane Lopes, diz que muitas das pessoas que têm síndrome de down também têm complicações. "Eles são do grupo de risco. Muitos deles são cardiopatas ou têm alterações respiratórias. Isso é um risco caso tenham covid, por isso foi iniciada a vacinação deles junto com a de quem tem comorbidades. Tivemos alguns casos de covid em crianças e jovens assistidos por nós, um deles, de 32 anos, faleceu, os outros casos foram mais leves", comenta.

 


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