Jundiaí

No home office, pets e família garantem o maior benefício


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Tatiane Baptista faz trabalho remoto na companhia de seus gatos
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

Deslocar-se até o trabalho, 'bater ponto' e ter uma rotina fixa são ações que, para muitos brasileiros, mudaram com a pandemia da covid-19. O emprego presencial cedeu espaço para o home office e agora, entre um decreto e outro, muitos trabalhadores até preferem ficar no conforto de suas casas por diversos motivos.

Vantagens como a flexibilidade de horários e não perder tempo no percurso até o trabalho são relevantes. É o que afirma a analista de logística Tatiane Gomes Baptista, de 37 anos, que está em home office desde março de 2020.

"As vantagens incluem o conforto, maior autonomia nas atividades desempenhadas, reuniões mais objetivas, convívio com a família e menor preocupação com aparência", afirma Tatiane.

O tempo de deslocamento, entre sua casa em Campo Limpo Paulista e o trabalho era de aproximadamente 70 quilômetros e agora é usado para as atividades da vida de recém-casada. "O tempo que estaria no percurso para o trabalho uso para atividades domésticas, e não mais deixar tudo para o fim de semana", diz Tatiane.

A nova rotina trouxe outros benefícios para a analista, que pode desfrutar mais da companhia de seus gatos e aprender com cursos on-line. "Eu consegui fazer alguns cursos on-line de finanças e saúde emocional. Além disso, tenho cinco gatos e a convivência diária com eles me faz muito bem".

O home office também atrai os jovens que estão iniciando a carreira, pois conciliar estudos com o trabalho não é tarefa fácil. Para a estagiária de administração Manuella Carvalho Barbosa, de 21 anos, que está há dois meses em home office há benefícios.

"Nos momentos em que estou livre, consigo fazer trabalhos e estudar. O fato de estar em casa me ajuda na concentração, posso ler e realizar provas com mais facilidade", disse Manuella.

Outras pessoas até desenvolveram novos hábitos ficando em casa, como o economista Lino Menozzi de Santana, de 58 anos, que montou seu escritório em casa desde o início da pandemia. "Eu desenvolvi o hábito de ler livros e também caminhadas diárias, antes do horário de trabalho", afirma Lino.

Porém, Lino Santana admite sua preferência pelo modo de trabalho presencial e justifica. "Em home office a impressão que temos é de estar em uma geladeira."

O emprego remoto mudou a forma como os brasileiros trabalham, em diferentes perspectivas. Para a psicóloga especialista em recursos humanos, Inês Pereira de Oliveira Galetti, de 53 anos, por um lado estar em casa é positivo na convivência com os familiares, enquanto por outro separar a vida pessoal do trabalho pode ser um empecilho.

"É possível estar mais tempo junto aos familiares, principalmente dos filhos, e administrar mais de perto as atividades domésticas. Mas, um ponto negativo, é administrar o tempo do trabalho, com as interrupções que a rotina do dia a dia de uma casa requer", afirma a psicóloga.

Credito: ALEXANDRE MARTINS / Descrição: Inês Galetti diz que é preciso aprender a separar a vida pessoal do trabalho

A tendência do home office veio para ficar. Inês Galetti diz que cada vez mais as empresas devem adotar o sistema de trabalho remoto total ou parcialmente. "Já é uma tendência mundial e a questão do isolamento social aumentou esta forma de trabalho. Isso implicaria em menos custos para as empresas com transporte, refeição e estrutura", diz Inês.

 (Geovana Arruda)

 


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