Jundiaí

Com falta de vacinas, AUJ registra 11 casos de raiva

RAIVA Das nove ocorrências de raivas este ano em Cabreúva, sete eram bois e dois cavalos


   ALEXANDRE MARTINS
Tiago Penna Pereira ressalta a importância da prevenção para combater
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Dos 11 registros de raiva animal identificados este ano no Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ), nove ocorreram em Cabreúva, um em Jarinu e outro em Jundiaí. Sem campanhas de imunização desde 2018, quando o Ministério da Saúde parou de realizar a distribuição do imunobiológico, o apelo aos donos de animais é quanto o cuidado com a proteção do animal, mesmo sendo de grande porte.

Em Cabreúva, dos nove animais detectados com a doença sete eram bois e dois cavalos. De acordo como o veterinário Tiago Penna Pereira, a melhor forma de combater a raiva é a prevenção. "Por se tratar de uma doença zoonose, podendo ser transmitida entre animais e pessoas, os cuidados devem ser tanto dos proprietários dos pets quanto do poder público e assim, a erradicação dessa doença torna-se baseada num protocolo vacinal", ressalta

Segundo Pereira, a transmissão da doença ocorre pelo contato das glândulas salivares, local em que o vírus se multiplica, com os nervos periféricos do sistema nervoso central, espalhando para o resto do corpo. "Por isso que a picada ou a mordida do animal é que irá afetar a vítima e para ocorrer a infecção é preciso, necessariamente, que o nervo seja infectado", explica.

NO AUJ

Em Jundiaí, a Vigilância em Saúde Ambiental (Visam) informou que um morcego foi encontrado morto em março. A unidade reforça que os animais com suspeita da doença devem ser encaminhados a um profissional médico veterinário para análise criteriosa.

De acordo com a Prefeitura de Jarinu, apenas um caso de de raiva foi registrado neste ano e, devido aos baixos números, não há vacinação liberada para o município.

Várzea Paulista, Itupeva, Campo Limpo Paulista e Louveira não registraram casos da doença em 2021. Em Várzea Paulista, os munícipes podem agendar a vacinação de cães e gatos pelo 4595-8776.

Em Itupeva, a última campanha de vacinação foi em 2018, por determinação da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, porém realiza o recolhimento de morcegos com comportamento atípico diariamente.

A Prefeitura de Campo Limpo Paulista informou que depende do envio de doses por parte do estado para dar continuidade ao calendário de vacinação, enquanto a Vigilância em Saúde Ambiental (Visa) realiza monitoramento de amostras laboratoriais de animais silvestres e domésticos.

Já em Louveira, quem ainda não vacinou seu pet nos últimos 12 meses deve procurar pelo Centro de Controle de Zoonoses.

 


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