Jundiaí

Jardim Florestal segue no ranking de casos de dengue

AEDES O município tem 256 casos confirmados, além de outros 70 suspeitos, zika e chikungunya ainda não têm registros neste ano


                       ALEXANDRE MARTINS
Sabendo dos riscos da dengue, o aposentado Dejair Barbosa afirma que não deixa pratinhos em suas plantas para não acumularem água e trazerem risco de arboviroses
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Dos 256 casos registrados de dengue em Jundiaí desde o início do ano, 207 são autóctones, ou seja, adquiridos no município e 49 são importados. Os bairros com a maior incidência são a Vila Comercial (77), Jardim Florestal (21) e Vila Rami (12). Os demais bairros com casos têm menos de 10 cada.

Sendo o Jardim Florestal o segundo bairro com o maior número de casos na cidade, os moradores do local se dizem surpresos, já que não percebem muitos terrenos baldios ou lixo pelas ruas.

O aposentado Dejair Barbosa mora no bairro e tem plantas em casa, mas confessa que não utiliza pratos justamente para não ficar água parada. "Não conheço no bairro quem teve dengue, não escutei sobre os casos. Tem terreno vazio por perto, mas são conservados", afirma.

O aposentado Jorge Laurindo de Oliveira, diz que não percebe erros no entorno que possa deixar o bairro neste ranking, mesmo tendo vielas, algumas inclusive com mato alto e embalagens de alimentos e copos descartáveis conforme registrado pela equipe de reportagem do JJ.

A vendedora em uma loja de revestimentos e decoração, Francislaine Lopes conta que nas vielas também ocorre o despejo de entulhos. "O pessoal abandona restos de obras, latas de tinta. É um bairro antigo, não tem muito terreno vazio, mas tem bastante obra. Nos terrenos vazios, a prefeitura cobra dos donos a manutenção, mas às vezes a própria prefeitura não faz o corte de mato em locais públicos", reclama.

Já a balconista em outro mercado, Maria Lourdes de Souza, não soube explicar o que pode ter ocasionado o alto registro no bairro. "Sei que teve bastante caso em uma região, perto de um condomínio daqui, mas não sei onde é o foco do mosquito, não vejo lixo na rua, quem tem planta com vasinho toma cuidado."

INCIDÊNCIA

Para a infectologista Flavia Morais Gennari Pinheiro, tanto os focos de reprodução do mosquito quanto a incidência de pessoas infectadas faz com que os casos aumentem.

"Um fator piora o outro. O mosquito tem que estar infectado. Se ele não tiver, é só uma picada, não passa a doença, mas se tem mosquito e tem gente doente, ele transmite. Por isso é preciso conter a reprodução do mosquito."

A médica diz que a pluviometria contribui para o aumento de casos. "O mosquito se reproduz na água parada, mas no ano passado as pessoas também ficaram mais em casa e cuidaram dos focos", diz ela sobre o início da pandemia.

 


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