Jundiaí

Abril fecha com saldo de 633 vagas de emprego em Jundiaí

INDÚSTRIA E CONSTRUÇÃO Mesmo com o cenário instável setores se destacaram durante o período


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Pedro Savelli foi um dos contratados recentemente pela construção
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de abril mostra que Jundiaí continuou com a geração positiva de empregos fechando o mês com 633 vagas geradas.

O destaque vai para a Indústria que contratou 1.278 pessoas e demitiu 943, deixando o saldo positivo de 335 postos.

O setor de Serviços também terminou o mês com saldo positivo, de 328 vagas, seguindo pela Construção Civil, com 156. Com saldo negativo, a Agropecuária fechou abril com menos 2 vagas e o Comércio com menos 184 postos de trabalho.

Segundo o diretor-titular do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo Jundiaí (Ciesp), Marcelo Cereser, a boa geração de vagas no ano ainda não marca a retomada definitiva do setor industrial.

"Existe uma demanda reprimida nesses últimos meses e, conforme existe a flexibilização do comércio, dos restaurantes e outras atividades e serviços, essa demanda tende a ser preenchida. Não marca uma retomada definitiva do setor, ainda vivemos um abre e fecha, liga e desliga", afirma.

Segundo Cereser, a Indústria deve voltar aos trilhos ainda neste ano. "Números mostram que a Indústria de Jundiaí e Região foi a nona que mais gerou emprego entre as regionais do Ciesp. Acho que mantendo do jeito que está, tende a permanecer nesse patamar. O governador anunciou a vacinação de 45 a partir de agosto, então, com a população vacinada e com a flexibilização de comércio e serviços, a economia tende a ter uma virada a partir de setembro."

EMPREENDIMENTOS

O ramo da Construção Civil também teve destaque no município e, neste ano, já soma saldo positivo de 566 vagas.

Empregado do setor em uma construtora da cidade, Pedro Savelli, que desenvolve funções administrativas, conta que não esperava a vaga no setor. "Quando se fala em Construção Civil, logo se pensa no trabalho em campo, ou seja, diretamente na obra. Porém há toda uma equipe administrativa e uma estrutura por trás que atua junto aos profissionais das obras."

Savelli diz que o mercado de trabalho não anda fácil, principalmente para pessoas mais qualificadas em suas áreas de atuação, mas que o setor vai bem. "Apesar da pandemia ter afetado a economia em geral, ela também fez com que as pessoas buscassem mais imóveis, tanto para terem mais conforto e qualidade de vida quanto como uma forma investimento. Com isso, surgiu uma forte demanda por construções e, consequentemente, mais vagas de emprego no setor."

Vice-presidente de Marketing e Inteligência de Mercado da Associação das Empresas e Profissionais do Setor Imobiliário de Jundiaí e Região (Proempi), Eli Gonçalves, conta que Jundiaí tem destaque no estado. "Segundo o Caged, de janeiro a abril de 2021, o aumento do saldo de vagas de emprego na Construção em Jundiaí foi de 10,54%, maior os 7,10% do estado. Isto é um reflexo de mais empreendimentos lançados em 2019 e 2020, hoje em fase de construção e conclusão", explica.

No entanto, Eli destaca uma desaceleração. "Como a nossa região não teve muitos lançamentos neste ano, diferentemente da Capital, é provável que este sensível aumento de vagas tenha alguma redução temporária", diz ele.

 


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