Jundiaí

Lojas pretendem faturar com o estoque junino do ano passado

COMÉRCIO De olho no cliente que fará festas em casa ou no ambiente de trabalho, lojas de fantasias esperam faturar com o estoque parado do ano passado


JORNAL DE JUNDIAI
Patricia Araujo relata que as vendas já estão acima das expectativas, com movimento que já se iniciou nos últimos dias
Crédito: JORNAL DE JUNDIAI

Apesar das incertezas para as festividades juninas, comerciantes de de lojas de fantasias já percebem um aumento na procura de produtos típicos. Para não ter os mesmos prejuízos do ano passado, a proposta deste ano é investir no estoque que ficou parado, em especial roupas e enfeites e focar na demanda voltada para o público que irá comemorar em casa ou no trabalho.

A proprietária de uma loja de fantasias, Patricia Araujo, relata que as vendas já estão acima das expectativas. "Esperávamos outro ano fraco, mas para nossa surpresa, estamos indo bem. Se o comércio não fechar de novo, talvez o lucro chegue a 30%", acredita.

Patricia afirma que na pandemia a queda nas vendas chegou a 80% e por isso conta com as festas familiares. "Muitas pessoas nos procuram para decorar as empresas em que trabalham. Os lojistas também gostam de decorar seus estabelecimentos e acabam aquecendo nossas vendas, mas tudo isso não é nada comparado ao que era antes", reforça.

A variedade de produtos faz a diferença para atrair o público. Os pacotinhos de bandeirinhas saem a partir de R$ 3 e o preço pode mudar, dependendo do material e da quantidade. As placas decorativas de E.V.A. a partir de R$ 15 e os chapéus a partir de R$ 5.

"Como estamos liquidando tudo, temos vestidos infantis a partir de R$ 20, camisas de adultos a partir de R$ 50 e vestidos de adultos, para aluguel, a partir de R$ 30. O nosso objetivo é vender os produtos para manter a empresa aberta até tudo isso acabar", explica.

Já para Aline Leite Castro Rodrigues, proprietária de uma loja de fantasias e decorações, suas expectativas não estão muito boas. "Nesse momento as vendas estão paradas e as as pessoas até estão vindo ver preços e fazer alguns planejamentos, mas não estou muito confiante com as vendas não, as pessoas ainda estão com medo de se aglomerar", comenta.

Segundo a lojista, os clientes que vieram procurar estão planejando pequenas festas em suas casas. "Normalmente vendemos bastante itens de decoração, como bandeirinhas, espantalhos e bonequinhos para decorar escolas e os locais de trabalho", afirma.

Aline vende os espantalhos e bonequinhos decorativos em torno de R$ 20, camisas infantis a partir de R$ 25 e de adultos a partir de R$ 40 e os vestidos infantis também a partir de R$ 40. "A mercadoria deste ano está com valores abaixo do mercado porque é estoque do ano passado".

EXPECTATIVA

De acordo com Larissa Ragognette, gerente de uma loja de fantasias, o movimento de vendas ainda está começando. "Não está igual aos outros anos, devido à pandemia, mas com o retorno das aulas e das pessoas preferirem fazer mais festas em suas casas, a procura pelos produtos tem melhorado", comenta.

Para Larissa, as expectativas de vendas para este ano estão boas em relação ao ano passado, principalmente devido à adaptação da loja para as vendas on-line. "Depois que implementamos as vendas pela Internet e em diversos sites, estamos conseguindo vender super bem e assim, equilibramos com prejuízos da loja física", completa.

Larissa conta que precisaram se reinventar e apresentar um diferencial para continuarem com o negócio aberto. "Começamos a montar kits de festa em casa e dar uma melhorada nos preços para atrair mais clientes", relata.

 


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