Jundiaí

Energias renováveis são o futuro, mas ainda engatinham no Brasil

MEIO AMBIENTE Com condições climáticas bastante favoráveis, fontes de energia solar e eólica já deveriam ser mais utilizadas no território brasileiro


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Fontes renováveis como a solar e a eólica geram grande economia
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Desde o início do século 20 todo o planeta sofre sérios impactos negativos em decorrência da exploração de seus recursos naturais. No entanto, a fim de diminuir os danos causados pelo ser humano, alguns processos alternativos foram criados para suprir a necessidade energética. A partir desse contexto, é possível afirmar que a energia renovável será a energia do futuro.

O cenário atual que dá preferência às fontes limpas e renováveis é fruto das mudanças que ocorreram ao longo do tempo. As pessoas estão percebendo a importância da alteração de alguns hábitos de consumo visando a sustentabilidade. Contudo, apesar de esses recursos estarem em alta, as formas nocivas de gerar energia ainda são muito utilizadas, causando fenômenos como a degradação do solo e a poluição atmosférica.

Sendo assim, é preciso que a sociedade tenha uma conscientização maior sobre o que é a energia renovável e como anda o seu desenvolvimento. Aliás, é por isso que se tornou tão importante saber qual é o papel que as energias renováveis têm hoje no Brasil.

Energia limpa, alternativa ou renovável é aquela obtida a partir da natureza, de forma que a sua fonte possa se regenerar constantemente. Um exemplo são os sistemas de energia fotovoltaica que convertem raios solares em energia elétrica. Nesses casos, o sol é uma fonte de energia limpa, inesgotável e renovável. Esse tipo de energia deve ser priorizada para garantir insumos para a sobrevivência das gerações futuras.

Já a energia eólica é gerada a partir de moinhos de vento, turbinas eólicas ou pelo catavento. Em parques eólicos, as pás das turbinas giram para capturar o vento e produzir energia elétrica que é armazenada em baterias. Esse tipo de energia pode ser utilizada para abastecer carros, navios e bombas de água.

O Brasil é um país que tem grande potencial para desenvolver esses dois tipos de fontes energéticas. Contudo, nosso clima propício ainda não é utilizado como poderia por motivos como custo de instalação dos sistemas e até a desinformação em relação a boa parte da população.

Segundo João Guilherme Sabino Ometto, engenheiro e membro da Academia Nacional de Agricultura (ANA), o Brasil precisa inserir-se novamente como protagonista na agenda global do meio ambiente. "O país não pode mais ser excluído de eventos importantes, como ocorreu, em dezembro último, na reunião Climate Ambition Summit, preparatória à COP 26, pois está à frente de muitas nações desenvolvidas na redução da emissão de carbono e é estratégico nessa questão, considerando suas hidrelétricas, biocombustíveis e as energias eólica e solar", comenta.

Ele afirma que o fato é que o Brasil precisa de uma nova atitude referente à Região Amazônica e medidas concretas para conter o desmatamento ilegal, sem o que ficará isolado e perderá recursos e negócios. "Não me refiro apenas a eventuais sanções oficiais de governos, mas também às decisões de investimentos produtivos. Para os detentores do dinheiro, os princípios de ESG (do inglês Environmental, Social and Governance, ou Ambiental, Social e Governança) são cada vez mais decisivos", afirma.

"Além do discurso, precisamos de ações congruentes com a importância do país para a sustentabilidade global, considerando suas dimensões, clima, biodiversidade, reservas hídricas e potencial como produtor de alimentos e energia limpa. A política ambiental também precisa fazer justiça à postura avançada da agropecuária, que conservar imensa área de matas nativas e mananciais fluviais", finaliza.


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