Jundiaí

Adultos são maioria, trabalham e assim são os mais expostos

Das 41.512 pessoas no município que contraíram a covid-19, 23,98% têm entre 30 e 39 anos e 20,79% tem de 40 a 49


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Thiago e Camila Farias contraíram covid-19, possivelmente pelo trabalho
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

Desde o início da pandemia, o perfil etário dos infectados muito pouco em Jundiaí. De acordo com o boletim epidemiológico da prefeitura, divulgado nesta sexta (4), das 41.512 pessoas no município que contraíram a covid-19, 23,98% têm entre 30 e 39 anos e 20,79% tem de 40 a 49.

Em seguida, pessoas de 20 a 29 anos são 17,32% do total, e de 50 a 59, 15,6%. As demais faixas etárias, não ultrapassam 10% cada.

Segundo a dentista e epidemiologista da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ), Marília Jesus Batista de Brito Mota, existe uma maior prevalência destas faixas etárias na população, além disso também é a população economicamente ativa e em trabalhos presenciais.

A epidemiologista explica que adultos costumam estar entre os mais infectados em outras doenças. "Acredito que há infecções nas quais crianças sejam mais acometidas, mas a dengue também prevalece nesta faixa etária, incluindo pessoas de 20 a 29. A H1N1 prevalece na faixa etária de 15 a 39 anos, que coincide com a da covid-19, seguida pela faixa dos que têm mais de 40 anos."

EXPOSIÇÃO

O casal Camila Farias, de 31 anos, e Thiago Farias, de 37 anos, contraiu a covid-19 em maio deste ano. Ela assintomática e ele ficou internado na UTI. "Ele trabalha em shopping, então provavelmente pegou lá e eu peguei dele. Não tive sintomas. Só soube que também estava doente porque fiz o teste depois dele", explica Camila.

A evolução da doença foi muito rápida e agressiva para Thiago. "Ele não tem nenhum problema de saúde, mas o quadro agravou rápido e ele precisou ficar internado. Ficou uma semana na UTI e usou até 15 litros de oxigênio por minuto".

Já Roseli Aparecida Dezidério Pizol, de 43 anos, teve covid-19 e se recuperou em casa. "Fui diagnosticada em abril deste ano, mas como comecei a trabalhar em novembro de 2020, acho que fui infectada no trabalho porque trabalho em supermercado."

Roseli acredita que pessoas que são de serviços essenciais e trabalham em contato com o público estão mais expostas. "Eu acho que a vacinação para quem trabalha em mercado deveria ser prioritária",afirma.

(Nathália Sousa)

 


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