Jundiaí

COLUNA DO MARTINELLI: Hoje é Dia de Santo Antônio, de grande devoção popular


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Crédito: Reprodução/Internet

O Dia de Santo Antônio, que se comemora a 13 de junho, persiste com grande repercussão e a distribuição de pães na data - um hábito de oito séculos que se mantêm anualmente, prejudicado pela pandemia -, responsabiliza-se por recordes nas paróquias em geral, principalmente nas que lhe são dedicadas. Efetivamente, tornou-se um dos santos mais populares do Brasil e a devoção nele não para de crescer.

Milhares de pessoas procuram alcançar graças, principalmente em relação ao matrimônio, o que o torna até parte de nosso folclore, além de ser reverenciado nas festas juninas: “Eu pedi numa oração! Ao querido São João/ que me desse um matrimônio/ São João disse que não/ São João disse que não/ Matrimônio, matrimônio/ Isso é lá com Santo Antonio...”

Santo Antônio nasceu em 15 de agosto de 1195, em Lisboa e foi batizado como Fernando de Bulhões. Aos 15 anos, entrou para um convento agostiniano, adotando o nome com o qual ficaria conhecido. Mudou-se para a Itália e lecionou em várias universidades. A fama de casamenteiro começou quando, na cidade onde morava, foi baixado um decreto que exigia que, tanto o homem quanto a mulher, para se unirem em núpcias, deveriam ter o mesmo nível social. Ele teria então organizado um protesto contra essa determinação. Outras biografias também informam que ele ajudou moças a completarem o valor do dote para o casamento.

Durante toda a sua vida, foi responsável por ajudar muitos pobres, além de ter fama de milagreiro. A distribuição dos pães nas igrejas tenta reproduzir duas das características mais fortes de sua história: o desprendimento e a caridade. Conta-se que ele os tirava do refeitório do mosteiro em que vivia para dar aos necessitados, sem que seus superiores soubessem. E hoje, reza a lenda, os benzidos nos templos, devem ser colocados em recipientes onde são guardados alimentos, para que esteja garantida a fartura durante todo o ano.

Morreu em 13 de junho em 1231 e foi canonizado já no ano seguinte, pelo papa Gregório IX. Nosso desejo, portanto, é que ele sempre proteja e ilumine os casais, desde o namoro - algo extremamente importante, especialmente na vida dos jovens, que estão começando a trilhar os caminhos do amor e a descobrir os encantos e as decepções dessa tão antiga e sempre maravilhosa forma de entrosamento entre dois seres. Efetivamente, uma relação a dois necessita se embasar num encontro de pessoas abraçadas sobre o mesmo compromisso, para o bem da espécie humana e entrelaçada, para um aperfeiçoamento recíproco, com o auxílio físico, moral e espiritual.

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. É presidente da Academia Jundiaiense de Letras ([email protected])


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