Jundiaí

Jundiaí registra queda de 18,5% na coleta de materiais recicláveis

O índice de coleta teve queda entre os meses de janeiro a maio deste ano, em comparação a 2020


ARQUIVO PESSOAL
Cristiane Baito faz a separação dos recicláveis para facilitar a coleta
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

O índice de coleta de materiais recicláveis em Jundiaí teve uma queda de 18,5% entre os meses de janeiro a maio deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. De acordo com a Unidade de Gestão de Infraestrutura e Serviços Públicos (UGISP) foram coletadas 3.757,21 toneladas de materiais em 2020 contra 3.070,34 este ano.

A queda é justificada pela retomada de alguns setores e a volta das pessoas ao trabalho diminuindo assim a quantidade de descarte.

Mesmo com números reduzidos, muitas pessoas não abrem mão de fazer a separação correta entre orgânicos e recicláveis. Assim tem feito a médica Cristiane Gussi Baito, de 44 anos, que há mais de 15 anos estimula a família nesta separação.

"O objetivo é agir da forma que a gente prega, quer dizer, de criar um mundo melhor. A preocupação que nós temos é que não existe fora. Quando nós usamos a frase jogar fora, esse fora não existe, tudo é dentro do nosso planeta que é a nossa casa", afirma Cristiane.

A médica faz a separação dos lixos agrupando em diferentes baldes para facilitar a coleta pelos responsáveis. "Em casa a gente tem um grande cesto para todos os descartáveis e um balde separado para descartáveis que tenham destinos próprios", diz Cristiane Baito.

Além disso, também separa materiais recicláveis, como latinhas de alumínio, buchas de cozinha, óleo e tampinhas de plástico para ONGS e instituições de caridade que utilizam esses materiais para a produção de outros instrumentos.

CONSCIÊNCIA

Para o proprietário de um centro de reciclagens de Jundiaí, Rafael Bianchini, mesmo com a alta demanda das empresas por materiais recicláveis, principalmente papelão e alumínio, a falta de carga e a escassez dos materiais fizeram com que o número de coleta reduzisse em relação ao ano passado.

"Várias empresas me ligam todos os dias, mas eu tenho que ficar devendo por conta da falta de carga e carência de materiais", afirma Rafael Bianchini.

O Departamento de Limpeza Pública da Unidade de Infraestrutura e Serviços Públicos esclarece que em 2020 foi registrado aumento na coleta de recicláveis, especialmente nos meses em que houve restrição de circulação, com fechamento de estabelecimentos não essenciais devido à pandemia de covid-19. Neste ano, com a retomada de setores, muitas pessoas voltaram aos hábitos normais, com consumo fora de casa e menos descarte de recicláveis em suas residências.

DICAS

Para a separação de alguns materiais recicláveis, algumas orientações devem ser seguidas. Os papéis, por exemplo, devem ser guardados limpos e secos. Vidros, plásticos e metais devem ser enxaguados. Já restos de alimentos, materiais orgânicos e contaminados (como guardanapo de papel usado, plástico com gordura, entre outros), devem ser acondicionados em sacos e destinados para a coleta orgânica.

(Luana Nascimbene)

 


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