Jundiaí

Alimentos e bebidas têm alta de 12,5% em um ano

MERCADO O preço da alimentação não para de subir no Brasil e, neste momento, as carnes são vilãs


               ALEXANDRE MARTINS
Geralda Maria de Oliveira percebe aumento em arroz, carne e hortaliças
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

A inflação geral de preços de produtos e serviços, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está ininterrupta há meses no Brasil, favorecendo o aumento nos produtos da cesta básica.

Aumento já percebido entre as donas de casa, em especial com a carne, que teve reajuste de 2,24% no mês de maio, além de alimentos e bebidas que acumularam alta de 12,5% nos últimos 12 meses.

Em Jundiaí, os consumidores percebem que as idas ao mercado estão mais caras a cada dia, e que a própria carne é, de fato, a vilã do prato no momento.

Desempregada, Nilma Oliveira percebe a alta nas compras e diz que os itens básicos pesam bastante. "A carne está muito cara, assim como o feijão e o arroz. Acredito que neste ano os preços estão piores, principalmente da carne bovina que não para de subir. Estou comendo mais frango mesmo e ovo também, já ajuda", diz.

Outros itens também acompanham o aumento. "Até produto de limpeza está caro. Verdura também subiu, assim como a batata está muito alto, até alface acho que aumentou. Só o tomate que eu acho que deu uma baixada no preço. De fruta, maçã está bem cara. Em casa tem criança e tem que economizar no leite também", conta ela, que também cuida dos pais doentes e em casa só tem o marido trabalhando no momento.

A aposentada Geralda Maria de Oliveira conta que costuma comprar frutas, verduras e legumes. Ela concorda que os preços estão altos há tempo. "Tudo está mais caro do que era no ano passado. O arroz eu ainda consigo comprar um pacote de cinco quilos por R$ 15. Frutas e legumes eu estou achando caro também, mas pelo menos a mercadoria está com qualidade melhor do que a do ano passado, quando estava caro e feio", diz ela, que não costuma comprar alimentos não perecíveis em casa, mas percebe as altas também.

BAIXA

No acumulado dos últimos 12 meses, os alimentos que tiveram redução nos preços foram os tubérculos, raízes e legumes (-14%) e sal e condimentos (-0,6%), todos os demais grupos de alimentos acumulam inflação.

No mês de maio, a alimentação em domicílio teve alta menor que a de abril. 0,23% contra 0,47% do mês anterior. Isto se deve a algumas baixas específicas de preços, como frutas (-8,39%), cebola (-7,22%) e arroz (-1,14%).

DESIGUALDADE

O IBGE faz duas análises principais de preços, uma com famílias que recebem de um a cinco salários mínimos mensais, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), e outra com famílias que recebem por mês de um a 40 salários mínimos, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Nos últimos 12 meses, o INPC teve alta de 8,90% e o IPCA acumula aumento de 8,06%, ou seja, todos os pratos do Brasil estão mais pesados, mas este peso recai mais forte para pessoas mais pobres.

Com a pandemia impulsionando os preços sem trégua, o salário mínimo de R$ 1.100 em maio representa apenas 20,5% do custo de vida de uma família no Brasil, que chegou a R$ 5.351,11 no mês passado segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

 


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