Jundiaí

Usuários enfrentam longas filas para acessar serviços bancários

BENEFICIÁRIOS Mesmo com as intempéries do clima, aposentados e pensionistas precisam aguardar do lado de fora das agências para receberem atendimento


JORNAL DE JUNDIAÍ
Aposentados e trabalhadores enfrentam filas em péssimas condições
Crédito: JORNAL DE JUNDIAÍ

Sob sol, chuva e os receios da pandemia, aposentados e trabalhadores enfrentam enormes filas para acessar os serviços nas agências bancárias e acabam comprometendo a rotina de seu dia, principalmente idosos que precisam receber os benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em 2019, seis bancos privados venceram o leilão que o INSS promoveu e se tornaram responsáveis pelos pagamentos dos beneficiários que entrarem no INSS a partir de 2020, em sua maioria, aposentados e pensionistas. Porém, alguns se mostraram ineficazes em assegurar uma infraestrutura segura para receber seus clientes.

A aposentada Maria Aparecida Veroneza, de 62 anos, estava na fila de um banco do Centro e afirma que ficaria, no mínimo, uma hora e meia até ser atendida. Ela foi até a agência para receber seu benefício. "O atendimento em si é bom, mas o problema são as filas. Não tem nenhum funcionário que vem aqui para reforçar os protocolos de segurança e as medidas restritivas, assim, toda vez que venho ao banco, acabo discutindo com as pessoas para respeitarem. Já cheguei a reclamar disso lá dentro, mas nunca vi fazerem algo", conta.

Maria estava tomando chuva na fila e mesmo se organizando para tentar ficar o menor tempo possível, acabou ficando no prejuízo. "Eu me programo para vir perto do horário do almoço, pois a fila está menor. Tentei acessar os serviços virtuais do banco, mas acaba sendo muito complicado para mim", comenta.

O operador de máquinas Julimar Santos Borges, de 49 anos, aguardava sua vez na fila, mesmo com a proximidade de chuva. Ele foi ao banco para recuperar um cartão perdido. "Acredito que ficarei aqui por pelo menos por uma hora e meia. Isso se não cair um pé d'água e me forçar a ir embora, pois estou sem guarda-chuva e não tem cobertura nenhuma aqui", afirma.

Segundo Borges, o banco informou que precisaram cortar funcionários devido à pandemia, mas a situação não aparenta ser essa. "Eu observo muitos funcionários lá dentro que não estão fazendo nada e nós que estamos do lado de fora acabamos nos sentindo muito perdidos. Tive que pedir uma liberação no meu trabalho só para ficar na fila de um banco", relata.

PROVIDÊNCIAS

A Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jundiaí e Região, encaminhou Ofício Extra Judicial às agências do Banco Mercantil de Jundiaí, alertando sobre a precarização no atendimento do banco na cidade. A diretoria também enviou cópia do ofício ao Procon, à presidência da Câmara Municipal de vereadores, à Casa Civil do Executivo e ao Ministério Público, na Promotoria do Idoso.

"Como detentor do pagamento de boa parcela dos beneficiários do INSS, o banco já deveria ter incorporado os protocolos mínimos de segurança", contesta a presidente Fé Juncal.

O Procon Jundiaí ressalta que o ideal é verificar o horário de menor procura na agência ou consultar os funcionários dos bancos por outros canais.

Se o consumidor tiver dificuldade para acessar o serviço por este não oferecer condições seguras, a orientação é registrar uma reclamação no SAC do banco ou no Procon.

 


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