Jundiaí

Em seis meses, dobram os casos de covid no Tamoio

INFECÇÕES Na Região Leste do município, há meses o bairro está entre os 10 com mais casos


                               ALEXANDRE MARTINS
Lurdes não tem saído de casa, mas acredita no respeito das pessoas
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

O Jardim Tamoio é o oitavo bairro de Jundiaí com mais casos de covid-19 desde o início da pandemia, com 1.445 de acordo com o boletim epidemiológico divulgado ontem pela Prefeitura de Jundiaí. Destes casos, 1.391 estão recuperados, 41 faleceram e 13 estão em tratamento. (veja boletim atualizado abaixo)

No início deste ano, o Jardim Tamoio tinha cerca de 650 casos da covid-19, ou seja, nos seis meses de 2021, os casos mais que dobraram no local. Em óbitos, o bairro também é o oitavo da cidade com mais registros, junto a Agapeama e Ponte São João.

MORADORES

Pelas ruas, os transeuntes costumam andar de máscara. Morador do local, o pintor Reginaldo da Silva confirma que o uso do acessório é respeitado pela maioria das pessoas. "Todo mundo usa máscara, em comércio, bar, nem entra se não estiver de máscara. Aglomeração está tendo, mas eu não me envolvo nesses lugares. Alguns bares lá para cima têm aglomeração", diz ele sobre a parte mais alta do bairro.

Comerciante ambulante, Milton Chaves vende pães em um carro por toda a região e diz que no Tamoio a situação está melhor do que em bairros vizinhos. "Vendo aqui na região e em Várzea Paulista, no Jardim Paulista, mas lá infelizmente ninguém respeita. Aqui não percebo tanto aglomeração, o pessoal usa máscara no comércio, respeitam. É pior lá no Balsan, Tupi, lá tem bastante aglomeração em bar, as pessoas não respeitam."

Também achando que a situação é pior em outros bairros da região, o eletricista Paulo Fernandes é morador do Jardim Tamoio e conta que a obrigatoriedade de máscara em comércio é geral no local. "Eu não sei como está de covid aqui, mas não tem muita aglomeração, tem mais no Balsan, em bar lá em cima. Eu não vou muito em comércio, mas o uso de máscara é obrigatório. Eles não atendem, nem deixam entrar se a pessoa não estiver de máscara."

Já a moradora Lurdes Maria de Morais fala que quase não sai de casa e, quando sai, não vê muito desrespeito às normas sanitárias. "Saio muito pouco de casa, tenho um filho com problemas de saúde, então fico mais em casa cuidando dele. Não observo muito se as pessoas estão desrespeitando ou não. Acho que para aglomeração está mais tranquilo, não escuto muita coisa de festa."


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