Jundiaí

Reajuste encarece alimentação dentro e fora de casa

A nova tabela entrou em vigor nesta segunda (14) e já chega às revendas de gás de Jundiaí


JORNAL DE JUNDIAI
Dono de pequeno restaurante no Centro, Diego Celerino gasta R$ 1 mil ao mês
Crédito: JORNAL DE JUNDIAI

O Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) teve mais um reajuste neste ano, de 5,9% nas distribuidoras, passando a custar cerca de R$ 3,40 o quilograma.

A nova tabela entrou em vigor nesta segunda-feira (14) e já chega às revendas de gás de Jundiaí. A média encontrada em um botijão de 13 kg, por exemplo, passa a custar R$ 80 a R$ 90 para o consumidor.

O proprietário de uma revenda de gás no Eloy Chaves, Ricardo Baralhas, recebe hoje um carregamento com reajuste. "Os preços variam entre as distribuidoras, mas não vou repassar todo o reajuste para o consumidor. Vou subir R$ 2 no botijão de 13kg e vou vender a R$ 90. O justo seria eu repassar todo o aumento, que é de R$ 3,58, neste caso o botijão custaria R$ 91,58. No início do ano eu comprava o botijão de 13kg por R$ 58,54, amanhã já vou pegar a R$ 72,48."

Ele conta que o reajuste vem das distribuidoras e, mesmo absorvendo parte da alta, os consumidores reclamam. "Algumas pessoas não têm informação. Acham que nós estamos praticando preço abusivo. Reclamam, mas a gente justifica que só repassa o preço. Os clientes ficam desapontados porque todo mês está tendo aumento."

Em maio, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o gás de botijão teve mais uma alta de 1,24% e o encanado de 4,58%. Nos últimos 12 meses, os combustíveis domésticos subiram 20,28%.

NA PONTA DO LÁPIS

O proprietário de um restaurante localizado no Centro de Jundiaí, Diego Henrique Celerino, diz que o gasto com o gás é alto. "Geralmente, deixo chegar em 30% do botijão e encho até 80%. Abasteci pela última vez no dia 27 de maio, quando o botijão estava em 40%, e gastei quase R$ 1 mil. Quando fica em 35%, gasto mais de R$ 1 mil para encher", conta sobre o botijão industrial que utiliza.

Ele diz que o aumento constante é percebido desde o início do ano. "A cada mês tem uma diferença de aumento. O fogo da chapa ficava ligado direto, mas agora só liga quando vai usar. Precisa racionar mesmo."

Com mais este insumo custando caro, Celerino lamenta que os restaurantes pequenos sobrevivem sem lucro. "Com os aumentos, a conta não fecha. Subimos R$ 1,90 na marmita e os clientes já reclamaram. Com os aumentos e a pandemia, temos que pensar um dia de cada vez", diz.

A balconista de farmácia, Cristina Antunes, comprou seu botijão há 15 dias e pagou R$ 85. Ela diz que é um pouco caro, mas ainda prefere porque o custo do gás encanado no endereço antigo era maior ainda. "Meu gás dura pelo menos quatro meses e quando peço a pessoa vem trazer e ainda coloca pra mim, então é um valor bem pago", comenta.


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