Jundiaí

Produtos juninos têm procura tímida na pandemia

O mês das festividades juninas será marcado pelas festas no ambiente familiar


                                 ALEXANDRE MARTINS
Odair Rigolo fala que itens juninos estão sendo menos consumidos
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Pelo segundo ano consecutivo, o mês das festividades juninas será marcado pelas festas e comemorações no ambiente familiar e a mudança reflete na venda dos produtos tradicionalmente consumidos nesta época do ano.

Produtos como gengibre, pinhão, vinho e até milho de pipoca têm os preços oscilando de acordo com a demanda. O proprietário de um empório no Vianelo, Odair Rigolo, diz que a procura tem sido fraca assim como no mesmo período do ano passado. "A procura tem sido pouca por enquanto, mas os preços depende da demanda", comenta.

Segundo o comerciante, produtos como pinhão e gengibre sempre têm boa procura. "O gengibre é o que mais sai. Agora também estão procurando bastante pinhão que, aliás, subiu um pouco, mas isto porque a safra está no fim. Há duas semanas chegamos a vendê-lo por R$ 7,99 o quilo e agora está R$ 10,90. Procuram também milho de pipoca, o milho verde para cozinhar, canjica, batata-doce", explica.

A praticidade tem sido levada em conta durante a compra e por isso a saída do amendoim já torrado e a canjica cozinha são os destaques. "Como temos embalagens a vacuo, as pessoas não querem ter trabalho, mas tempos vendido bastante o milho. Com a sadra do meio do ano o preço deve baixar",adianta.

BEBES

Nem só de comidas típicas se faz uma festa junina. Itens para preparar o vinho quente e o quentão são sempre lembrados. O proprietário de uma mercearia, Rafael Spina, diz que o produto mais procurado tem sido o vinho.

"Meu produto de cinco litros até acabou porque tem sido o mais procurado. Eu tenho o de 1,5 litro, mas não tem muita saída. Tem gente que procura pinga também", diz ele sobre o ingrediente que pode compor o quentão.

Ele conta que, por outro lado, as comidas têm pouca saída. "Procura zero. Acho que devido à pandemia, não podem fazer festa. Tenho paçoca, canjica, milho de pipoca, mas não está tendo procura."

No mesmo local, o vendedor de um empório, Alan Cezar, diz que a saída de bebidas nesta época do ano é boa, mas as pessoas procuram para beber mesmo, não para compor receitas. "Eles procuram mais a cachaça para fazer caipirinha. Nunca me pediram para quentão."

Ele conta que os petiscos também vendem bem neste período. "Procuram queijos, mais o meia-cura. Nesta época também buscam amendoim, castanhas. Pão italiano sai bem, mas é mais por causa do inverno", explica.


Galeria de Fotos


Notícias relevantes: