Jundiaí

Vendas virtuais e mudança de clientes aquecem setor de instrumentos musicais

Donos de lojas chegaram a registrar 50% de queda nas vendas, mas já retornam a normalidade


                                    ALEXANDRE MARTINS
Proprietário de loja, Jeter Blaas, conta que as vendas cresceram 20%
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Lojas de instrumentos musicais chegaram a registrar queda de até 50% nas vendas, mas conseguiram se manter durante o período de isolamento social, graças às vendas virtuais e o novo perfil de clientes.

Em Jundiaí, segundo a Unidade de Gestão de Governo e Finanças (UGGF), através do Cadastro Fiscal Mobiliário, não houve inscrições para a atividade de Comércio Varejista de Instrumentos Musicais e Acessórios nos exercícios 2020 e 2021. A última inscrição foi feita em novembro de 2019. E atualmente, há 24 empresas do tipo inscritas no município.

Aqueles que sobrevivem, tiveram que ter paciência para esperar a retomada. O proprietário de uma loja no Paineiras Shopping, Jeter Blaas, conta que suas vendas chegaram a crescer em torno de 20% durante a pandemia, mas isto se deve à compra de acessórios.

"Houve uma pequena queda no começo, quando estava tudo fechado, mas depois a aquecida nos surpreendeu, principalmente porque as pessoas começaram a comprar acessórios para seus instrumentos que estavam parados em casa", declara.

Blaas possui a loja há 13 anos, sendo 10 em São Paulo, mas escolheu Jundiaí para investir. "A maioria das vendas hoje em dia vem da internet e, como temos as parcerias de algumas escolas de músicas, fornecemos materiais de sopro e de musicalização infantil", comenta.

Segundo Ana Jacuboski, sócia-proprietária de uma loja de instrumentos no Centro, também se reergueu com as vendas no e-commerce. "De uns quatro meses para cá, as vendas da loja física começaram a normalizar e demorou um pouco até, por causa da alta do dólar e do frete marítimo", afirma.

Ana conta que no começo da pandemia, entre o abre e fecha, muitos clientes vieram procurar a loja para consertar seus instrumentos. "Nosso público-alvo acabou mudando um pouco. Antes eram clientes de alta renda que vinham nos procurar, mas com todos os valores aumentando, muitos vieram procurar opções mais em conta. Aqui, o nosso carro-chefe são os violões, mas durante a pandemia, os ukuleles venderam bem", comenta.

De acordo com Ana, os violões saem a partir de R$ 300 e o ukelele a partir de R$ 250.

Para Edson Maiolino, sócio-proprietário de uma loja de instrumentos musicais do Centro, suas vendas chegaram a cair em torno de 50%, mas aos poucos, já estão conseguindo retomar. "Nós tivemos vendas de forma virtual, mas os instrumentos musicais têm que ser presencial. A pessoa precisa ver o instrumento, pois cada um é de um jeito diferente", afirma.

Edson conta que muitas pessoas vieram procurar acessórios, principalmente para violões, como os encordoamentos que saem a partir de R$ 25. "A procura por instrumentos acústicos foi melhor na pandemia, os violões saem a partir de R$ 300 e os ukuleles a partir de R$ 270", comenta.

 


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