Jundiaí

Coleta de resíduos tem queda de 18% durante pandemia


              ALEXANDRE MARTIN
Trabalhadores do Geresol fazem a separação de 590t de material por mês
Crédito: ALEXANDRE MARTIN

O retorno das pessoas ao trabalho tem refletido também na coleta de resíduos em Jundiaí. Segundo o Gerenciamento de Resíduos Sólidos (Geresol), órgão responsável pela coleta de lixo em Jundiaí, a média tem sido de 590 toneladas de materiais recicláveis por mês, uma queda de 18% em comparação ao ano passado que foi de 721 toneladas.

Segundo o diretor de limpeza pública, Márcio Alberto Morais, a queda foi por causa de 2020 ter sido um ano atípico. Houve um crescimento fora do normal, devido as pessoas estarem em casa e consumindo mais. "Os números deste ano estão voltando ao que era considerado normal, igualando aos números de 2019, por exemplo", explica.

Este ano, o destaque fica por conta do aumento da coleta de materiais orgânicos. "Ano passado recebíamos cerca de 9.690 toneladas por mês e neste ano, a média tem sido 9.873 toneladas. E o destino dos resíduos orgânicos é o aterro", afirma.

Em Jundiaí a coleta seletiva ocorre duas vezes por semana. Quando o caminhão chega à sede do Geresol os resíduos vão para a esteira e os trabalhadores fazem a separação de cada item.

"Os materiais que mais chegam aqui são, na ordem, o papelão, os PETS e demais tipos de plásticos, o vidro e depois o metal. Depois da triagem e da separação, enviamos os resíduos para as empresas recicladoras, que se transformarão em diversos materiais diferentes", conta Moraes.

O reaproveitamento dos resíduos da construção civil, são aproveitados 100%. "Eles são triados e britados para depois voltarem e serem aproveitados nas manutenções da cidade, como bancos públicos, reforço de sub-base, pavimentação e outras obras. Com esse processo todo, o município chega a economizar na casa dos milhões. Atualmente, processamos cerca de 25 mil toneladas por mês e em 2020, era cerca de 20 mil por mês", pontua.

SUSTENTO

O trabalho de separação dos materiais são feitos por homens e mulheres que fazem da separação dos resíduos e dos recicláveis uma fonte de renda. Há sete anos Joana Maria da Conceição Silva, de 48 anos, trabalha como ajudante geral do setor de reciclagem.

"Muitas coisas melhoraram nesse tempo em que estou aqui, principalmente na estrutura. Este trabalho é muito importante para todos, traz diversos benefícios para a cidade e para as pessoas que trabalham aqui", ressalta.

Daiane Cristina Silva, de 34 anos, também é ajudante geral, e faz do trabalho o sustento. "Nosso trabalho ajuda bastante o município, principalmente em relação ao meio ambiente e em ajudar a manter as ruas limpas", comenta.

INVESTIMENTO

Neste ano, os investimentos de R$ 2 milhões foram direcionados para a construção de uma cobertura para a área de transbordo. Profissionais também foram contratados para incrementar a linha de triagem do material reciclável.

O montante ajudou na criação da área de coleta e trituração dos resíduos verdes, em que recebe os materiais orgânicos das podas e das roçagens do município, para serem transformadas em adubo.


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