Jundiaí

Praticidade e economia fazem vendas de motos disparar

TRÂNSITO Motocicletas são mais práticas, econômicas e sustentáveis e, assim como os carros, tiveram procura alta na pandemia


                   ALEXANDRE MARTINS
Gabriel Lopes afirma que houve 100% a mais em vendas, incluindo modelos elétricos
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Embora a fabricação de motos tenha aumentado 45% no primeiro semestre em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), os lojistas têm sentido os produtos sumirem dos estoques.

Isto se deve à grande procura pelo consumidor, em especial pelas peças elétricas ou de baixo custo. Com modelos variando entre R$ 7,9 mil e R$ 15 mil, as peças tem sido escolhidas para evitar o impacto ambiental, mas também para economizar.

Em Jundiaí, segundo o proprietário de uma concessionária de scooters e triciclos elétricos, Gabriel Lopes, comparado o período pré-pandêmico com o atual, as vendas cresceram 100%. , mas os preços podem variar entre R$ 7,9 mil a R$ 15 mil. Seja pela economia ou para evitar o impacto ambiental, alguns modelos se destacam.

"Nosso público principal é o A, com idades entre 25 e 35 anos. Alguns compram para ir ao trabalho próximo, mas a maioria compra para lazer. Por não precisar de CNH para pilotar, ser simples, compram para andar dentro do condomínio ou dar uma volta na rua."

Ele diz que os veículos elétricos são isentos de IPVA, além de não precisarem de combustível, mas este não é o principal atrativo. "Não procuram muito por questão de combustível ou questão ambiental. Geralmente compram como um brinquedo."

FALTA

A proprietária de uma loja de motos seminovas, Meri de Lima, diz que o período está favorável para as compras. "Para nós, se tivesse mais moto, vendia mais. Tem bastante procura, mas há falta do produto, além disto houve aumento no preço porque não está tendo mercadoria", diz.

Muitas pessoas têm optado pela moto para economizar. "Tem gente que tem carro e acha que está gastando muito por causa do combustível. Tem gentes que comprou para evitar utilizar o transporte urbano, mas há um perfil que precisou trocar a moto e ai recorreu a uma de maior cilindrada".

A lojista conta que o rendimento, por outro lado, não mudou, já que, mesmo com a falta, os preços subiram. "Antes tinha que vender mais para ter lucro. Como aumentou o preço, agora, vendendo menos, a gente tem o mesmo rendimento de antes. A (tabela) Fipe está subindo bastante e moto Honda, Yamaha, não tem muito nova, então tem seminova que custa R$ 12 mil hoje, amanhã já está R$ 12,5 mil."

Proprietário de uma revenda multimarca, Rafael André diz que o carro-chefe da loja são as motos com cilindradas mais altas. "Para o meu público, o forte não é baixa cilindrada, mas sim compram mais para passeios, viagens. Moto de R$ 5 mil, R$ 7 mil, é difícil encontrar e, quando vêm para a loja, vendem muito fácil."

Ele conta que a falta de produtos vem afetando o setor. "Está praticamente na mesma condição de carro. As fábricas não estão mandando mais o pedido certo. Todo mês sobe a Fipe e, consequentemente, o preço de mercado, mas trabalho com moto há 22 anos e, desde o início da pandemia, é absurdo o aumento da procura."

Segundo o lojista, tem a questão do valor mais alto do combustível. Tem gente que sempre quis ter moto e agora comprou, por causa da pandemia, de não saber o dia de amanhã. "A maioria paga à vista ou no cartão de crédito. Antigamente, 70%, 80% das motos eram financiadas, hoje, a gente diz que inverteu essa proporção."

 


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