Jundiaí

Violência na região preocupa moradores e comerciantes

Sequestros e roubos preocupam as pessoas do entorno sobre segurança do local


    ALEXANDRE MARTINS
Denise Belentani Marques diz que a instalação de câmeras pode ajudar
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

O sequestro de uma idosa na última quarta-feira (14) na rua do Retiro e uma tentativa de sequestro no mês passado na rua Culto à Ciência, ambos na região da Vila Virgínia, deixaram os moradores e comerciantes do entorno preocupados com a segurança do local.

Só este ano, segundo a Guarda Municipal, foram 65 atendimentos registrados envolvendo os bairros Chácara Urbana, Parque do Colégio e Vila Virgínia, sendo quatro na rua Culto à Ciência. A GM alega que um patrulhamento mais ostensivo será feito nas imediações.

Para o morador Ariovaldo Barbosa, de 60 anos, o susto foi grande quando tentaram sequestrar a idosa na última semana. "Eu e outros moradores socorremos a senhora, a levamos para o hospital e tomamos todas as previdências, mas depois de tudo que foi feito para encontrar os culpados, soltaram eles", lamenta.

Para Barbosa, que mora no bairro desde que nasceu, a região precisa de câmeras de monitoramento e mais patrulhamentos. "Tem muitas pessoas de fora que passam por aqui por causa dos bares e restaurantes. A polícia até faz algumas rondas, mas são poucas, seria melhor se houvesse mais", comenta.

Por motivos de segurança, Barbosa comprou um novo portão para sua casa. "Só estou esperando a prefeitura vir aqui para cortar uma árvore e depois troco os portões", conta.

A gerente de um restaurante de comida italiana na Culto à Ciência, Denise Belentani Marques, comenta que o bairro em si é calmo, mas confessa que já teve alguns problemas no estabelecimento. "Estamos aqui desde março de 2020 e sempre contamos com seguranças contratados, porém em maio do ano passado, um moleque arrebentou um vidro, entrou e roubou um notebook. Não soubemos se conseguiram pegar ele e nunca mais vimos esse notebook", conta.

Para Denise, a instalação de câmeras de monitoramento pode ser uma boa opção para melhorar a segurança do bairro. "Quando tem câmeras o pessoal acaba tendo mais cuidados e ficam com receio de fazer qualquer coisa", pontua.

De acordo com José Henrique de Oliveira Coelho, presidente do Conselho Comunitário de Segurança Barão de Jundiaí (Conseg), que abrange a região da Vila Virgínia, os moradores devem direcionar as demandas direto para a polícia. "Nós estamos sem fazer reunião do Conseg faz um tempo por causa da pandemia, a última ocorreu em fevereiro de 2020, por isso, estamos pedindo para o pessoal tratar dos assuntos diretamente com a polícia. A próxima reunião está prevista para ocorrer em agosto", afirma.

SEGURANÇA

A GMJ informou que diante da política de segurança pública urbana do atual governo, a atuação preventiva e ostensiva é realizada de maneira permanente, na prevenção primária da violência e da criminalidade e, na prevenção secundária nos casos de flagrante delito.

"Para combater esses sequestros o que temos que fazer é focar no patrulhamento ostensivo, para intimidar os criminosos e eles não se sentirem seguros para cometer esses crimes", adianta o comandante da GM, Benedito Marcos Moreno.

A corporação lembra que na região há monitoramento por meio das Câmeras de OCR (Reconhecimento Ótico de Caracteres) na rua Barão de Teffé e na avenida Jundiaí, além das câmeras de videomonitoramento na avenida Jundiaí. O sistema foi essencial para a resolução do caso registrado no mês passado.

 


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