Jundiaí

Cães da GM realizam desde faro de drogas até visitas em hospitais

COMUNIDADE Esse mês, dois filhotes de pastor-belga Mallinois vieram para compor o time de cães policiais e devem ser batizados com votação popular


                ALEXANDRE MARTINS
Aos 3 meses, filhotes treinam mordida com o adestrador Marçal Bonança
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Dois filhotes chegaram esse mês para compor o time do Canil da Guarda Municipal de Jundiaí. Com apenas três meses de vida, os gêmeos da raça Pastor-belga Malinois já estão em treinamento, que deve ser concluído em aproximadamente 10 meses. Depois disso, eles assumem uma das funções dos cães da GMJ que vai desde o patrulhamento ostensivo até visitas terapêuticas no Hospital Universitário.

Os gêmeos ainda não têm nome definido, já que o batismo será realizado após uma ação com a comunidade em que as pessoas poderão votar. "Não definimos o formato ainda, mas já fizemos votações assim antes e a ideia é realmente aproximar a população da Guarda Municipal", comenta o comandante Benedito Marcos Moreno.

Desde o início da pandemia, as apresentações em escolas municipais, uma das funções dos cães policiais, estão suspensas. Em contrapartida, hoje há mais patrulhamento nas ruas acompanhado dos animais, que acabam causando uma comoção por onde passam. "Eles são muito queridos pela população, então uma simples patrulha com eles no Centro já causa uma sensação boa, que é tão necessária nesse período de pandemia", explica Moreno.

TREINAMENTO

Os cães estão aptos a ir para as ruas aproximadamente a partir de 1 ano de idade, quando já passaram por todas as fases do treinamento. "É claro que cada cão tem seu tempo, mas essa é a média", esclarece o GM Marçal Bonança, adestrador dos caninos. "Além disso, eles também desenvolvem suas habilidades de forma diferente, então nem todos estarão aptos para fazer, por exemplo, apresentações, busca de pessoas e outras funções."

Com três meses, os gêmeos ainda estão na fase de desenvolvimento da mordida. "Sempre usamos essência de entorpecentes no sisal, mas o primeiro passo é aprender a morder corretamente", diz. Até a "formatura", ambos precisam passar por vários treinamentos, que incluem simulações com drogas, odor de pessoas etc. "Depois disso o cão ainda está em fase de testes, ele vai para a rua, porém com supervisão de um GM antigo, além de seu condutor."

EXPERIÊNCIA

Enquanto os pequenos ainda têm um caminho para traçar na carreira policial, podemos dizer que Zeus já é famoso na Região com seis anos de serviços prestados. O Pastor-belga Malinois é especialista em faro de entorpecentes, mas também faz apresentações em escolas municipais, seguindo os comandos. "São seis anos de parceria", conta o GM Sérgio Luiz, condutor de Zeus desde que era filhote.

Zeus tem experiência e participou de grandes ocorrências não só em Jundiaí, como na Região, já que o Canil da GMJ é acionado para apoio a outras corporações constantemente. "Recentemente fizemos uma grande apreensão de armas e drogas que estavam sendo transportadas em um ônibus, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal", relembra o condutor.

Em média, um cão policial se aposenta aos oito anos, portanto Zeus ainda tem uma longa trajetória até o descanso. "O cão trabalha como um guarda municipal, por isso chega um momento em que precisa se aposentar", comenta Moreno. "Além disso, há um revezamento durante o dia porque o cachorro cansa durante as operações. Por isso sempre usamos um dos cães pela manhã e outro à tarde, para não esgotá-los", acrescenta.

DIVERSIDADE

Além de Zeus e os filhotes, o Canil tem mais 11 Pastores-belga Malinois, dois Labradores, um Bloodhound e um Rottweiler. "Cada raça é mais indicada para uma função. O Rotweiller, K9 Capitão, por exemplo é usado para a contenção de distúrbios civis", explica o subinspetor Wagner Vaz de Campos, um dos responsáveis pela divisão. "O cão vale por 20 guardas municipais na contenção de distúrbios por causa do impacto visual que ele tem."

A K9 Live, da raça Bloodhound, é especialista em busca de pessoas e já atendeu chamados em várias cidades. "Há pouco tempo fomos acionados pela GM de São Roque para ajudarmos a localizar um idoso que sofre de Alzheimer e acabou se perdendo ao sair de casa. Ele estava em um milharal, mas conseguimos encontrá-lo com vida", comemora o GM Silvio Francisco, condutor da Live.

Nem todas as buscas têm final feliz, no entanto. "Houve casos em que encontramos a pessoa desaparecida com auxílio do faro, mas já sem vida", diz Francisco.

Os Labradores, Black e Pantera, além de apresentações e faro, também são os responsáveis pelo projeto de "cãoterapia". "É um dos projetos mais bonitos. Ficamos impressionados com a capacidade dos cães de diminuírem a dor e a preocupação das pessoas durante as visitas. Começou no HU, mas já fechamos parceria com a Sobam também", explica Moreno. O foco do projeto é a área clínica infantil.

Por fim, os Pastores-bel Mallinois, assim como Zeus, são empregados principalmente no faro. "Temos ações diárias, tanto de iniciativa do Canil quanto em apoio a outras divisões e corporações", acrescenta o subinspetor Vaz.


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