Jundiaí

Aumento dos preços da carne prejudica açougues e consumidores

Clientes optam por peças mais baratas ou substituições para não ficarem sem a proteína


                                    ALEXANDRE MARTINS
O proprietário, Marcio Cacezes, afirma que carne de 1ª só no fim de semana
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

A alta constante no preço da carne vermelha tem levado proprietários de açougues a repassar os valores aos clientes que, por sua vez, precisam optar por peças mais baratas ou fazer substituições para não ficarem sem a proteína.

De acordo com economistas da Consultoria LCA, a maior alta neste ano continuará sendo no preço da carne de boi (17,6%), seguida da de porco (15,1%) e de frango (11,8%).

O gerente de um açougue no Centro, Alexsandro Aparecido de Oliveira, sentiu a diminuição do movimento. "Nossas vendas caíram bastante desde o início da pandemia. Atualmente, o pessoal tem optado por carnes mais em conta, como o frango, mas os preços têm variado bastante. Só para se ter uma ideia, o quilo de coxa e sobrecoxa sai por R$ 12,99, o filé de frango por R$ 18,99, a asinha por R$ 16,99, entre outros", afirma.

Oliveira afirma que da metade do mês passado até o momento, os preços foram reduzidos, mas não o suficiente. "Os valores sobem praticamente toda semana e, toda vez que pedimos vem com um valor diferente. Eu acredito não vá melhorar, ainda mais chegando o final do ano, período que normalmente há um aumento também", comenta.

De acordo com Melina Rigolo, sócio-proprietária de um empório na Vila Hortolândia, o aumento dos preços de carnes fez com que os clientes migrassem para opções mais baratas. "O pessoal tem procurado bastante por peças de frangos e suínos. O quilo da coxa e sobrecoxa sai por R$ 9, o filé de frango por R$ 19. Entre os suínos, como a bisteca e o pernil, os valores variam, mas saem a partir de R$ 19 o quilo. Já na área dos bovinos, os clientes têm procurado por carnes de segunda, como a paleta e o acém, ambos saem a partir de R$ 37 o quilo", afirma.

Segundo Melina houve a necessidade de reajustar os valores do empório. "O aumento dos preços dos frigoríficos estão sendo semanais, mas não conseguimos repassar para os clientes nesse ritmo, pois já sentimos uma queda de vendas na parte do açougue, mas acredito que daqui em diante vai ter uma estabilizada nos preços", pontua.

ESTÁVEL

O proprietário de um açougue no Centro, Marcio Cacezes, relata que os valores deram uma estabilizada em sua loja e os consumidores voltaram a comprar mais carne bovina.

"Aos finais de semana os clientes procuram mais carne para churrasco, como a picanha, o contra-filé e a alcatra. Durante a semana as carnes de segunda saem bastante, como o coxão mole para a bife, o acém para fazer na panela e o músculo para um ensopado. As carnes de final de semana saem a partir de R$ 54 o quilo, como a alcatra, e as carnes da semana, a partir de R$ 36, como o acém", afirma.

Ele acredita que os preços darão uma estabilizada e os clientes irão, cada vez mais, voltar a comprar carne. "Com o avanço da vacinação, o retorno de emprego para a população, o pessoal vai voltar a sair mais e consumir mais carne", ressalta.


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