Jundiaí

Acidentes fatais em Jundiaí têm alta de 40%

TRÂNSITO Ainda em pandemia, houve alta expressiva no primeiro semestre deste ano em relação a 2020


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Vítima morre no local, em mais um acidente em Jundiaí neste semestre trágico
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Jundiaí registrou 42 acidentes de trânsito fatais no primeiro semestre deste ano, em vias municipais e rodovias. Aumento de 40% em relação ao mesmo período de 2020, quando foram registrados 30 acidentes do tipo. Em 2019, o primeiro semestre teve 29 acidentes fatais na cidade, 44,8% a menos que neste ano.

Ainda de acordo com dados do Infosiga, plataforma estadual sobre estatísticas de trânsito, a quantidade de óbitos registrada no trânsito jundiaiense também subiu. Foram 44 neste ano contra 33 em 2020, 30 em 2019 e 39 em 2018. Somente de 2020 para 2021, a alta foi de 33%, mesmo que ainda perdure o cenário de pandemia e de teórica circulação menor de pessoas em ambos os anos.

Jundiaí teve acidentes graves neste mês também, que ainda não constam nas estatísticas do Infosiga. Um dos mais recentes é o do último dia 19, quando uma jovem de 24 anos morreu após um acidente no Engordadouro. O carro em que estava colidiu contra uma árvore e pegou fogo antes que ela conseguisse sair das ferragens.

A quantidade de acidentes sem vítimas também é mais alta que em 2020, mas menor que em 2019. Foram 1017 no primeiro semestre deste ano, 913 no mesmo período de 2020 e 1.044 em 2019.

FISCALIZAÇÃO

Para o diretor do Departamento de Trânsito da Unidade de Gestão de Mobilidade e Transporte (UGMT) de Jundiaí, Renan Oliveira Corte Brilho, há três pilares para o trânsito seguro. "Fazemos a engenharia para a melhoria das vias, mas com limitações porque a cidade está crescendo rápido. Na fiscalização, estamos estudando a possibilidade de aumentar a quantidade de agentes de trânsito e acreditamos que possa haver contratações no próximo ano", relata.

Nas escolas, devido ao retorno presencial, há a possibilidade de trabalhar de forma mais intensa a educação no trânsito para que as crianças cresçam pensando no trânsito voltado à proteção da vida. Ainda de acordo com o diretor, o aumento de acidentes é maior nas rodovias do que nas vias municipais e que os radares já voltam a operar progressivamente.

"Os radares vêm fazendo o seu papel. Nos pontos em que estão operando, há mais tranquilidade, mas ainda não há emissão de multas, somente de notificações. No nosso contrato, há 58 pontos de radares, instalados de forma gradual e, 27 deles já estão em funcionamento. Mais seis devem entrar até o fim do mês. Ainda assim, o pessoal continua desrespeitando a sinalização, o sinal vermelho."

Quanto às rodovias, o diretor diz que é preciso mais responsabilidade. "Fui comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar Rodoviária e sei que a PM Rodoviária também vem atuando para manter a fiscalização mais constante. As concessionárias das rodovias fazem o que é necessário, mas é preciso mais conscientização. Há rodovias, como a Dom Gabriel (Paulino Bueno Couto), que o trânsito é quase como de uma avenida. Com descuido vão acontecer acidentes."

CONSTANTE

Por falta de atenção, respeito às regras ou condições da via, há pontos em Jundiaí com constantes registros de acidentes. Um deles é o cruzamento entre a avenida Nove de Julho e a rua Conrado Augusto Offa, no Parque do Colégio. Com uma agência de intercâmbios há 11 anos em frente ao cruzamento, Carolina Brotto diz que, ao menos freadas mais bruscas, acontecem praticamente toda semana.

"De acidente, acho que neste cruzamento teve menos neste ano do que no ano passado, mas ficamos aqui só em horário comercial. Normalmente é o pessoal que passa o sinal vermelho, geralmente no fim do dia ou no horário do almoço, quando tem mais carro", relata.

Proprietários de uma imobiliária que também está localizada em frente ao cruzamento, os irmãos Luan e Lucas Falabella dizem que até já precisaram socorrer um ciclista que fora atropelado no local. "Vira e mexe a gente está aqui e escuta carro que passa mais acelerado. Essa curva (de quem sai da da rua para entrar na avenida, sentido rodoviária) é um pouco fechada também, mas há um pouco de imprudência, falta de atenção", fala Luan.

 


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