Jundiaí

Jundiaí garante estabilidade mesmo com pandemia

O município atravessou o meses mais críticos do período sem que o serviço fosse interrompido


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Mesmo com a instabilidade, a frota de ônibus em Jundiaí foi mantida
Crédito: DIVULGAÇÃO

Os aumentos sucessivos de custos, a pressão inflacionária e a demanda insuficiente fizeram muitas empresas de transporte fecharem suas portas e várias cidades têm se deparado com a difícil tarefa de como continuar a prestar um serviço de qualidade.

Em Jundiaí, no entanto, o cenário é outro. O município atravessou os meses mais críticos do período sem que o serviço fosse interrompido e com uma oferta para número de passageiros transportados até superior se levada em conta, proporcionalmente, a quantidade que se transportava antes da pandemia.

Todos os terminais se mantiveram abertos e as viagens foram ofertadas ininterruptamente para todos os pontos do município.

Segundo o gestor de Mobilidade e Transporte, Aloysio Queiroz, durante a pandemia o sistema chegou a transportar somente 20% dos passageiros de antes da pandemia. "Atualmente atingimos 63% dos passageiros de antigamente. Isso trouxe impactos ao sistema e, por isso, adequamos a oferta de ônibus à nova realidade da demanda", declara.

Durante o período crítico foi colocado em prática um planejamento que não deixasse o usuário sem o ônibus no ponto e também para evitar que as empresas não conseguissem continuar o trabalho. "Tudo isso sem transferir ao usuário os custos, mantendo a tarifa. Jundiaí tem conseguido manter este equilíbrio entre oferta e demanda. Hoje ofertamos mais viagens por usuário transportado que antigamente e a tarifa paga pelo usuário permanecesse nos mesmos patamares pré-pandemia", explica Queiroz.

COMPARATIVOS

Dados de junho da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) apontam que nos últimos 14 meses, 25 operadoras de ônibus e um consórcio suspenderam as operações de forma temporária ou definitiva ou sofreram intervenção por parte do poder público em todo o país. A mesma NTU contabilizou 76,8 mil demissões no período e perdas de R$ 14,2 bilhões.

Como dados comparativos, em Salvador (BA), a prefeitura chegou a decretar intervenção em empresas de ônibus e assumiu a operação e a folha de pagamento. No Rio de Janeiro, a prefeitura também precisou intervir no BRT (corredores de ônibus rápidos) para garantir o funcionamento do serviço. Em todo o Estado do Rio, 16 empresas de transporte faliram desde março do ano passado. Outros municípios, como Foz do Iguaçu, Uruguaiana e Caraguatatuba também tiveram intervenções do poder público no transporte, segundo dados do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

De acordo com o acordo com o Idec, outras 13 cidades tiveram ocorrências contratuais. Problemas graves foram verificados em capitais do país, como em Porto Alegre, onde empresas ficaram sem recursos para comprar óleo diesel e parcelaram o salário de seus funcionários. (Da Redação)

 


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