Jundiaí

Em um mês, furtos na Ponte São João crescem 17%

INSEGURANÇA Um dos mais tradicionais bairros de Jundiaí tem sido alvo constante de delitos


JORNAL DE JUNDIAI
Cristina Torres Clini e Antonio Felipe Pedroso percebem pequenos furtos
Crédito: JORNAL DE JUNDIAI

O tradicional bairro Ponte São João vem passando por uma onda de roubos e furtos nos últimos meses. Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) mostram que o 3º Distrito Policial (DP) de Jundiaí, com sede no bairro, registrou 17% mais furtos totais em junho do que em maio, tendo, no último mês, a maior quantidade de delitos do tipo registrada no ano.

Já os roubos totais, tiveram queda no último mês, de 5,5%, no comparativo com maio. Nos últimos anos, o 3º DP também registrou mais ocorrências de furtos e roubos do que neste. De janeiro a junho deste ano foram 110 roubos e 392 furtos. Em relação ao ano passado, queda de 23% nos roubos e de 5,7% nos furtos no mesmo período, mesmo assim, para moradores e comerciantes, a insegurança é constante.

Segundo José Carlos Iot, representante da Associação de Moradores, há muitos idosos no local e nem todos registram boletins de ocorrência. "É um pessoal de idade e muitos não registram ocorrência. Há de 200 a 300 furtos por mês na Ponte e já houve até tentativa de esfaqueamento", conta ele sobre o bairro que ficou mais de 20 anos sem representação na Câmara e associação de moradores e agora retoma trabalhos do tipo.

Para Hermínia Balbuena, residente do local desde que nasceu, o medo de sair pelas ruas é constante. "Nunca vi uma situação assim como agora. Às vezes dá medo de sair na rua, você não sabe o que pode acontecer porque o bairro mudou muito. Antes, a maioria era muito conhecida, hoje você não sabe quem é quem."

A moradora da Ponte, Cristiana Torres Clini diz não notar muita mudança, nos últimos meses. "Acho que o número de andarilhos está aumentando e isso influencia. Tinha que ter uma política voltada para isso."

COMERCIANTES

A comerciante Roseli Gimenes Pereira tem uma loja de relógios no bairro e recentemente sofreu um golpe. "Tem golpe, assalto, furto, a criminalidade está em tudo. Na quarta passada um rapaz veio aqui bem vestido e disse que eu tinha perdido o relógio dele. Fez eu dar um relógio novo para ele. Depois que saiu daqui, estava fazendo a mesma coisa em uma loja ali na frente", conta ela sobre o caso e que conseguiu recuperar o relógio.

O atendente de uma loja de máquinas, Luan Henrique da Silva Fondatto fala que a criminalidade é ondular. "Às vezes para, depois volta, tem picos. Teve um caso aqui na frente, tinham fios caídos do poste, e tinha muita gente pegando e levando, provavelmente para vender."

Para o comerciante e morador do bairro, Antônio Carlos Mogoga, é preciso investir em segurança. "Tenho grades e alarme no meu comércio. Aqui tem cinco ferros velhos, mas a culpa é de quem compra. O pessoal rouba poste, banco, fio. Tinha uma base da guarda ao lado de um ferro velho e tiraram."

PROVIDÊNCIAS

Segundo a vereadora da região, Quézia de Lucca, os registros realmente diminuíram, mas há muita sensação de insegurança por parte da população, sendo muitos idosos. "Números mostram diminuição, mas eu mesma, que moro na Ponte São João, já presenciei situações saindo de casa. Eu já fui abordada por um homem visivelmente alterado que pedia dinheiro", relata.

Ela diz que pediu ajuda ao prefeito de Jundiaí e ações serão tomadas, relativas às forças de segurança, assistência social e manutenção de ambientes. "O gestor de Governo e Finanças, José Antonio Parimoschi, junto com o prefeito Luiz Fernando, disse que é uma situação que realmente está incomodando e deu a palavra de que iria desenvolver um projeto com o legislativo e as forças de segurança", diz ela.

No bairro há rondas e ações de coação ao funcionamento de ferros velhos que compram material de furto.


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