Jundiaí

Em Jundiaí, 33 pacientes passam por tratamento de câncer de cabeça e pescoço

33 pessoas seguem em assistência oncológica para a doença em Jundiaí


Arquivo Pessoal
Jurandir Mecati, de 52 anos, descobriu um tumor em 2017, na região da garganta
Crédito: Arquivo Pessoal

O Dia Mundial de Prevenção do Câncer de Cabeça e Pescoço, lembrado nesta terça (27), é um dos pontos altos do Julho Verde, mês de conscientização sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce da doença.

Em Jundiaí, 33 pacientes seguem em assistência oncológica para a doença pelo Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV), sendo 13 em tratamento de radioterapia e 20 de quimioterapia.

Um desses pacientes é o comerciante Jurandir Mecati, de 52 anos, que descobriu um tumor em 2017, na região da garganta, mas como foi descoberto com antecedência, fez uma cirurgia para retirá-lo. Em 2019, percebeu um caroço no mesmo local e procurou ajuda. "No final do ano, foi descoberto um tumor maligno”, afirma.

Segundo Mecati, o tratamento teve que começar em junho deste ano, devido a pandemia. “Até o momento foram 35 sessões de radioterapia e três de quimioterapia, mas daqui a 40 dias será feito a tomografia para ver se terá necessidade de fazer a cirurgia. Quando apalpo o local, graças a Deus não consigo mais sentir o caroço”, conta.

Mecati afirma que assim que sentiu o caroço, foi procurar um especialista para que o tratamento surtisse efeito. “Sigo à risca o que os médicos pedem. As sessões de radioterapia e odontologia me ajudam muito, principalmente sobre a higiene bucal”, ressalta.

De acordo com Marcello Fanelli Ferretti, oncologista do HSV, o câncer de cabeça e pescoço pode envolver tudo dentro dessas áreas, exceto o sistema nervoso. “Estamos falando de umas 10 localidades diferentes, como o câncer da boca, da língua, nariz, lábio, faringe, laringe, tireóide, entre outros. O câncer de tireóide costuma ser o mais frequente, mas individualmente, os números não são tão expressivos. Quando juntamos todas as localidades, o câncer de cabeça e pescoço chega a ser o quarto mais frequente entre todos”, afirma.

Segundo Ferretti, os tumores da cabeça e do pescoço, com exceção da tireóide, estão ligados ao uso do cigarro e do álcool. “Outra causa importante, principalmente na região da boca, é o vírus HPV. Os tumores da tireóide possuem outro tipo de etiologia e por isso são mais fáceis de serem tratados e, nesses casos, pequenas cirurgias podem resolver. Já para os outros, pode ser necessário cirurgias grandes e sessões de quimio e radioterapia para tratar”, explica.

Ferretti afirma que as atitudes para interromper os vícios e fazer uma detecção de lesão em estágio inicial é muito importante. “Os sintomas podem ser desde uma úlcera, uma ferida na boca, dificuldade em mastigar e engolir, engasgamento e até uma rouquidão. Tudo vai depender do local em que o tumor está desenvolvendo. Não há uma prevenção específica, mas insistimos em parar com o cigarro e com a bebida, tomar cuidados com a prática do sexo oral e se perceber uma ferida ou lesão que não cura, procurar um especialista o mais rápido possível, para fazer o diagnóstico”, pontua.

Segundo a Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) de Jundiaí, o atendimento à pacientes com doenças relacionadas à cabeça e ao pescoço inicia-se nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de referência e, posteriormente, o paciente é encaminhado para a Especialidade de Cirurgia e Pescoço, cujo atendimento ocorre no Ambulatório de Especialidades da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ) e no Ambulatório de Especialidades do Hospital São Vicente (HSV).


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