Jundiaí

Representantes do AUJ nos Jogos Paralímpicos

Ao todo serão quatro representantes da região, entre tênis de mesa, atletismo e a maratona


ARQUIVO PESSOAL
Joyce Fernanda de Oliveira Quinzote traz a experiência para esta edição
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

O Aglomerado Urbano de Jundiaí terá quatro representantes nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Destes, três são de Jundiaí e uma de Campo Limpo Paulista, todos já estão no Japão e aguardando para o início da competição, no dia 24 de agosto.

Jundiaí será representado pela atleta Joyce Fernanda de Oliveira Quinzote no tênis de mesa, pelo atleta Thomaz Ruan de Moraes no atletismo e pelo professor Alessandro Tosim, técnico da seleção brasileira de goalball.

Já Campo Limpo Paulista será representado pela atleta Edneusa de Jesus Santos Dorta na maratona paralímpica.

A experiente atleta Joyce Fernanda de Oliveira Quinzote está em sua terceira participação dos Jogos Paralímpicos, tendo participado em 2012 (Londres) e 2016 (Rio). "Minha primeira convocação pela seleção foi nos Jogos Parapan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, desde então, já representei o Brasil em várias outras competições como campeonatos mundiais e os jogos abertos internacionais", conta.

Joyce é a número 1 do ranking nacional e 8ª no ranking mundial, ela chega em Tóquio após duas medalhas de ouro no Parapan-Americano de Lima, em 2019. "As emoções são muitos fortes, ainda mais que está chegando a hora e sempre espero dar o meu melhor. No momento estou muito ansiosa, mas bem confiante, pois tenho que estar. Se a gente não confiar, quem vai?", ressalta.

A atleta começou a praticar o tênis de mesa em 2005, nas instalações do Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília. "Fui para esse hospital fazer reabilitação e aprender a me virar sozinha na cadeira de rodas. Lá, eles me apresentaram alguns esportes e, como eu costumava brincava com meus irmãos de 'ping-pong', tinha alguma noção. Então procurei conhecer o tênis de mesa e foi quando me apaixonei pelo esporte", afirma.

A pandemia acabou quebrando o bom ritmo de Joyce, mas conseguiu contornar as dificuldades e espera cumprir seus objetivos na competição. "É difícil falar em expectativas, pois minha classe é muito forte. Eu estava vindo de uma fase muito boa antes da pandemia e ficar quase sete meses parada é bem complicado, mas fiz de tudo para votar aos treinos, pois sabia que esse tempo parada poderia me prejudicar nos jogos. Assim, consegui manter focada, trabalhando minha parte física e mental, fiquei na ativa mesmo sendo de jeitos diferentes, como aulas e instruções on-line", comenta.

A maratonista Edneusa de Jesus Santos Dorta também chega em Tóquio com bagagem internacional. Nos Jogos Paralímpicos de 2016, a atleta conquistou a medalha de bronze para o Brasil. "Estou me sentindo preparada e confiante, além de estar bem contente por conseguir estar aqui no Japão. Tive momentos bem distintos durante a pandemia, pois recuperei de uma lesão que podia prejudicar minha participação, mas depois não conseguia treinar direito, por conta do fechamento dos locais", conta.

Edneusa compete em uma prova que exige muita resistência, percorrendo 42km de rua pela modalidade T12, com atletas de baixa visão. "Aqui tá fazendo um calor de 35ºC e 37ºC, então tenho que fazer essa prova com consciência, inteligência e muita esperteza. Minhas expectativas estão boas", afirma.

A maratonista começou sua trajetória fazendo corridas de rua pelo bairro em que morava em Rio Claro, no começo dos anos 2000. Ela participava de pequenos campeonatos por amor ao esporte e não pensava em patrocínios nem em competições maiores. "A partir de 2012, após bons resultados no interior paulista, fui convidada para participar de provas e testes do Comitê Paralímpico Brasileiro, disputando por uma ONG que me acolheu. Com o tempo, fui melhorando meu ritmo e ganhando destaque nas competições nacionais e internacionais e, quando percebi, já estava batendo os índices para os Jogos Paralímpicos do Rio", explica.

O atleta Thomaz Ruan de Moraes, do atletismo, fará sua participação na modalidade dos 400 metros rasos e há um bom tempo vem se preparando em alto nível e chega confiante para a competição. "Alcancei os índices de classificação um ano antes dos jogos paralímpicos, em 2019, naquele momento fiquei extremamente feliz e aliviado ao saber que meus trabalhos estavam dando resultados, mas sabia que tinha muito a ser feito ainda", afirma.

Moraes já participou dos Jogos Parapan-Americanos de Jovens em 2017, no Brasil, conquistando três medalhas de ouro (100m, 400m e no salto em distância), no mesmo ano foi medalha de ouro nos 400 metros rasos e bronze no salto em distância pelo Mundial Juvenil na Suíça. Em 2018, quando começou a participar nas categorias profissionais, foi campeão do Grand Prix da Alemanha e vice-campeão no Mundial de Dubai, ambos na modalidade de 400 metros rasos. Além de ser tricampeão brasileiro.

Para os Jogos Paralímpicos de Tóquio, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) reuniu 253 integrantes, incluindo atletas sem deficiência, como guias, calheiros (bocha), goleiros (futebol de 5, para deficientes visuais) e timoneiro (remo), se tornando a segunda maior delegação do país na história do evento.

 


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