Jundiaí

Dia da Padroeira é marcado com memória às vitimas da covid-19

NOSSA SENHORA Conhecida como a "Mãe dos Imigrantes", a padroeira age como figura materna para os jundiaienses


ARQUIVO PESSOAL
Bruna Bellodi compartilha sua devoção à Padroeira com sua família
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

O Dia de Nossa Senhora do Desterro, padroeira de Jundiaí, será comemorado neste domingo (15) com missas e carreata. Como o tema 'Com Maria, a senhora do desterro, unidos para superar o exílio', o encontro deste ano será marcado por homenagens às vítimas da covid.

De acordo com o porta-voz da Diocese de Jundiaí, padre Milton Rogério Vicente, a história da padroeira coincide com a história de Jundiaí, fazendo com que muitos fiéis e devotos se apeguem à sua imagem. "Nossa Senhora do Desterro é a padroeira daqueles que foram obrigados a deixar sua pátria para se refugiarem ou procurarem trabalho. Nossa cidade sempre foi muito atuante nesta questão, acolhendo os antigos italianos e recentemente os refugiados", afirma Milton.

De acordo com o padre Milton Vicente, a Santa é fruto de uma devoção daqueles que fundaram a cidade de Jundiaí e sempre estará presente nos exilados que buscam a proteção divina.

"Como narra o evangelho, quando a Sagrada Família teve que fugir com o Menino Jesus para o Egito, por causa da perseguição do rei Herodes, Nossa Senhora permaneceu cerca de quatro anos fugitiva, desterrada no Egito. Conhecida como a 'Mãe dos Imigrantes', a padroeira protege, defende, e age como uma figura materna para os jundiaienses, segundo o catolicismo", explica.

DEVOÇÃO

Para a devota Bruna Bellodi Bacchin, de 33 anos, Nossa Senhora do Desterro representa família e maternidade, já que a padroeira foi seu refúgio nos momentos de dificuldades e angústias e tem papel fundamental na sua vida.

"Sempre recorri à Nossa Senhora do Desterro. Um momento específico foi o nascimento da minha primeira filha, em 2012, quando ela ficou na UTI neonatal e quase faleceu. Nesse momento orei muito pedi muito à padroeira, que foi meu amparo e meu sustento nesses dias difíceis", afirma a religiosa.

Bruna Bellodi requenta a Catedral Nossa Senhora do Desterro desde que nasceu e se apegou à santa ainda na adolescência e hoje compartilha a devoção com toda a família.

"Eu e minha família frequentamos a catedral e participamos ativamente das novenas e, em casa, rezamos o terço em família todos os dias e fazemos a oração de Nossa Senhora do Desterro", afirma Bruna.

PROGRAMAÇÃO

Para celebrar o Dia da Padroeira, a Catedral Nossa Senhora do Desterro, localizada no Centro de Jundiaí, preparou a tradicional Festa da Padroeira 2021, que teve início no dia 6 de agosto e encerrará as comemorações no dia 15.

O evento conta com novena até neste sábado (14) e se encerra com a carreata do bispo Diocesano de Jundiaí, dom Vicente Costa, no dia 15 de agosto após a missa das 9h. Cartazes com imagens dos hospitais de Jundiaí serão dispostos para homenagear as vítimas da covid-19 e os profissionais da linha de frente do combate ao vírus.

Ao longo do domingo (15) três missas serão realizadas na Catedral. A primeira será às 7h, com o tema: "Desterro: Mãe dos que superam o exílio", comandada pelo Padre Márcio Felipe de Souza Alves, na Cura da Catedral.

Em seguida, às 9h, o Bispo Diocesano Dom Vicente realizará a missa e a carreata pelo Centro logo em seguida. E para finalizar a Festa da Padroeira, o Padre Milton Rogério Vicente, Diretor Espiritual do Seminário Diocesano, conduzirá a última missa do dia na Catedral, às 11h.


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