Jundiaí

Novo aumento do preço da gasolina alerta consumidores

NO BOLSO O nono aumento do preço da gasolina ocorreu ontem no Brasil, pela Petrobras, que subiu em R$ 0,09 o litro nas distribuidoras


                     ALEXANDRE MARTINS
Bruno Maia precisa equilibrar os gastos em casa para poder abastecer
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

O aumento de R$ 0,09 no litro da gasolina anunciado esta semana pela Petrobras, o nono só este ano, já terá consequências nos postos e no bolso do consumidor. Apesar de o reajuste ser, a princípio para as distribuidoras, o repasse será inevitável.

O gerente de um posto de abastecimento, Sérgio Sartoro, afirma que os reajustes de preços têm sido constantes e inevitáveis. "Toda vez que compramos os combustíveis para abastecer as bombas já tem alguma diferença de preço. Nós estávamos segurando ao máximo para não repassar aos clientes, mas depois desse novo aumento não teve jeito", ressalta.

Além da gasolina, o etanol também é alvo de preocupação. "Quando tem reajustes direto da Petrobras, há muita divulgação, mas quando o etanol sobe, por exemplo, as pessoas mal ficam sabendo e acham que continua compensando. As safras ruins unida à estiagem e ao tempo seco resultam em aumento diário", afirma

Para o gerente, esses aumentos fazem com que os consumidores segurem mais na hora de abastecer e consequentemente, gastem menos. "Antes o pessoal costumava vir para encher o tanque, hoje em dia, tão vindo para gastar entre R$ 20 e R$ 50, praticamente, para tentar durar a semana, pelo menos. Com o aumento, a gasolina está saindo por R$ 5,69", comenta.

A comerciante Fátima Oliveira precisou trocar de carro no começo do ano para consumir menos combustível. "Tínhamos um carro flex e agora temos um movido a etanol. Uso ele todo dia, mas temos evitado sair de casa, pois está muito caro para abastecer", lamenta.

Fátima utiliza quase um tanque de etanol por semana, gastando cerca de R$ 150. "Sei que a gasolina está compensando mais, mas o bolso não acompanha. Estou com o freio de mão puxado, sempre pensando em economizar aqui, para poder gastar ali", conta.

O empresário Bruno Maia já espera pelo pior e tenta se preparar para gastar com combustível. "Apesar de usar o carro todo dia, meu trabalho fica perto de casa, então, encho o tanque umas duas vezes por mês e toda vez os preços estão diferentes, sempre mais caros. Tá ficando complicado, gasto em torno de R$ 350 a R$ 500 por mês e acabo precisando equilibrar os gastos em casa, para conseguir compensar", pontua.

IMPACTOS

Em Jundiaí, de acordo com o relatório de maio de 2021 do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), há 340,391 mil veículos no município, destes, 136,379 mil são movidos a gasolina.

De acordo com o economista Mariland Righi, os impactos do aumento da gasolina vão muito além, pois tudo está ficando mais caro no país e não há muito o que o fazer. "O consumidor tem que entender que ele está sendo atingido por essa inflação. Então, como os preços em geral estão aumentando, as mercadorias estão se valorizando e o dinheiro está desvalorizando. Assim que o cidadão receber o pagamento do salário, recomendo já fazer as compras do mercado e abastecer o tanque, pois os preços vão continuar aumentando", explica.

Entretanto, Righi afirma que essa estratégia não se aplica às pessoas que trabalham o dia inteiro com o uso de combustível, como os caminhoneiros. "Outra coisa importante para o consumidor comum é não se meter com juros, pois a taxa já está aumentando e não é hora para endividamentos, de jeito nenhum. Fora isso não há mais orientações, pois de qualquer foram estamos sendo prejudicados nesse momento que vivemos", ressalta.

 


Galeria de Fotos


Notícias relevantes: