Jundiaí

Aterro de Cabreúva é o único nota 10 da Região

Administrado pela iniciativa privada, o aterro sanitário da Cabreúva é um dos 15 no estado de São Paulo com nota máxima na avaliação da Cetesb


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Aterro sanitário de Cabreúva, que está entre os 15 do estado de São Paulo que receberam nota 10 da Cetesb
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O aterro sanitário do município de Cabreúva recebeu nota 10 na avaliação mais recente da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), referente ao ano completo de 2020. Este foi o único da agência ambiental de Jundiaí que recebeu nota máxima e, em todo o estado de São Paulo, apenas 15 aterros foram avaliados como sendo nota 10.

A conquista também foi muito comemorada pela Concessionária EPPO - Cabreúva, responsável pela administração do aterro, que chegou a ter nota 6,2 antes da chegada da empresa na cidade. Lembrando que o local é usado como aterro desde 2004, e começou a ser administrado pela EPPO - Cabreúva em 2016.

Para os aterros, as notas de 0 a 7 são consideradas com condições inadequadas e notas de 7,1 a 10 são para aqueles em condições realmente adequadas. O objetivo principal do aterro sanitário é destinar corretamente os resíduos domiciliares que não conseguem ser reaproveitados ou reciclados, minimizando o impacto ao meio ambiente.

Desde 1997, a Cetesb tem organizado e disponibilizado anualmente as informações sobre as condições ambientais e sanitárias dos locais de destinação final de resíduos domiciliares nos municípios paulistas para a elaboração do Inventário Estadual de Resíduos Domiciliares e o aprimoramento dos mecanismos de gestão ambiental no Estado.

As informações coletadas avaliam as características locacionais, estruturais e operacionais dos locais de tratamento e disposição de resíduos.

"Neste inventário produzido pela Cetesb, sempre é feita a comparação em relação ao ano anterior. Neste caso, comparando 2020 com 2019. São avaliadas tanto as áreas de transbordo quanto os próprios aterros sanitários. Um dado interessante deste último inventário que o número de aterros considerados inadequados subiu de 28 em 2019 para 53 em 2020. Estes são os chamados 'lixões'. Isso significa que outros 25 locais pioraram sua qualidade", explica o diretor de operações da EPPO, Ricardo Tosi.

Segundo o relatório emitido pela companhia ambiental, essa piora pode ser atribuída à pandemia da covid-19, que no ano de 2020 concentrou a atenção e os esforços dos municípios para o seu controle, desviando momentaneamente a atenção dos municípios para o adequado gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos, bem como por ter sido um ano de eleições municipais.

Em 2019, 610 municípios contavam com aterros enquadrados na condição adequada e, em 2020, foram 585, correspondendo a 91,7% dos municípios do estado de São Paulo.

Para a avaliação, a Cetesb analisa diversos fatores, como estruturas de apoio, frente de trabalho (onde é colocado o lixo), dimensões corretas, cobertura vegetal e vazamento do chamado chorume, que é o líquido proveniente da matéria orgânica em decomposição nos aterros sanitários. Também é verificado o nivelamento da superfície superior para evitar que formem poças de água da chuva ou de chorume e a drenagem.

"A drenagem é um dos fatores mais importantes do aterro para manter a estabilidade e evitar o afloramento de chorume, podendo contaminar o lençol freático. Também é fundamental mantê-lo sem presença de animais", aponta o diretor. Segundo ele, Cabreúva atende a todos esses quesitos.

Juntamente com as notas de cada município, a Cetesb apresentou um relatório com todas as ações realizadas e conclusões tiradas sobre os aterros sanitários em todo o estado de São Paulo. Em 2020, 53 municípios paulistas enquadraram-se como inadequados, correspondendo a 8,3% dos municípios avaliados do estado. Alguns dos aterros classificados como inadequados possuíam sua vida útil esgotada e/ou foram objeto de interdição pela Cetesb, mas permaneceram em funcionamento, descumprindo a interdição.

A evolução e o acompanhamento dos índices de qualidade ao longo dos anos permitem aferir o resultado das ações de controle de poluição ambiental desenvolvidas no estado e a eficácia dos programas alinhados com as políticas públicas estabelecidas para o setor, além de possibilitar o aperfeiçoamento dos mecanismos de gestão ambiental.

No decorrer dos últimos 24 anos, registrou-se uma melhora inequívoca quanto à situação dos locais de disposição de resíduos sólidos urbanos em aterro no estado de São Paulo. Os resultados apontados demonstram o resgate das condições sanitárias dos municípios uma vez que foi atingido um importante estágio de desenvolvimento na gestão dos resíduos sólidos no estado.

Nova área

Segundo Tosi, o aterro de Cabreúva já vem sendo usado há bastante tempo e tem apenas mais alguns poucos anos de 'vida útil'. Por isso, a empresa já iniciou os estudos para a aquisição de uma outra área que será utilizada na instalação de novo aterro sanitário. "Nós da EPPO - Cabreúva fazemos a disposição final de resíduos urbanos neste local desde 2008 e assumimos a gestão deste aterro em 2016, quando passamos a fazer parte da parceria público-privada (PPP). Com isso, conseguimos realizar investimentos e desenvolvimento da equipe", esclarece.

 


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