Jundiaí

Pilares do ESG desafiam as empresas jundiaienses


                 ALEXANDRE MARTINS
Ana Oliva destaca projeto social da Astra na busca pela certificação
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

A sigla ESG é uma das mais comentadas no universo corporativo nos últimos tempos. Cada letra significa um pilar que deve ser seguido pelas empresas para se adequar e conseguir a certificação ESG que abre, dentre outras vantagens, as portas para financiamento internacional. Em Jundiaí, a Astra é uma das empresas que vêm se adequando para futuramente tentar a certificação.

Embora o termo ESG tenha ganhado bastante destaque nos últimos anos, ele se relaciona a outros conceitos já discutidos há muito tempo, como sustentabilidade corporativa, responsabilidade social, inclusão, respeito à diversidade, valor compartilhado, entre outros. "Temos diversos projetos contemplando os três pilares da jornada ESG", explica Ana Oliva, presidente do grupo Astra. A empresa pretende criar um conselho para então tentar a certificação, o que ainda não tem prazo.

DESAFIOS

Priscila Claro, líder do tema de Sustentabilidade no Insper, avalia que o grande desafio da implantação do ESG é quanto à criação do planejamento estratégico, que não pode ser tratado de forma trivial. Nesse aspecto, os gestores são fundamentais para o processo e precisam estar capacitados para transmitir os conceitos aos colaboradores. "Se a gente não colocar o indivíduo como centro dessas mudanças de comportamento, a mudança não vai acontecer", explicou durante webinar promovida pelo instituto.

SOBRE A SIGLA

"E" refere-se ao meio ambiente (enviroment). "Em nossas fábricas temos a coleta seletiva, reaproveitamento de materiais e um programa de eficiência energética, para o consumo consciente de água e energia", conta Oliva.

"S" tem sido o maior desafio dentre as empresas, já que também preconiza a inclusão e diversidade. No caso da Astra, por exemplo, há investimentos em música, esportes e um projeto completo de incentivo à parentalidade, com suporte para as mães e até um app de esclarecimento de dúvidas, mas não tem nenhum projeto para a inclusão de pessoas trans.

Por fim, o "G" exige transparência corporativa, balanços sociais, além da oferta de remuneração justa e compatível com o mercado.(Da Redação)


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