Jundiaí

Indústrias admitem preocupação com crise hídrica


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Em sondagem feita pelo Ciesp, empresas admitiram preocupação e pretendem utilizar energia solar
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A crise hídrica enfrentada em todo o país, inclusive no estado de São Paulo tem causado preocupações em todo setor industrial de Jundiaí e Região, além de afetar diretamente o comércio e o bolso dos consumidores.

Em sondagem feita pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), empresas admitiram preocupação e pretendem utilizar energia solar, água de reuso e tanques como medidas de enfrentamento da crise hídrica.

Segundo o diretor-titular da Ciesp de Jundiaí, Marcelo Cereser, o país está diante da maior crise hídrica dos últimos 91 anos e alternativas para evitar prejuízos à produção devem ser pensadas. "As indústrias devem realizar medidas para o uso racional de água e energia, assim como a divulgação de campanhas de conscientização pela imprensa", afirma Marcelo Cereser.

O diretor-titular também afirma que o governo federal deve solicitar às empresas que reduzam o uso de energia elétrica nos períodos de 'picos'.

A escassez de água e os valores abusivos da conta de luz são as maiores preocupações das indústrias. Para o proprietário de uma indústria farmacêutica, Wilson Falmazo, ajustes na utilização da água precisaram ser tomados.

"Comecei a me conscientizar e pensar mais no uso racional da água como a reutilização para fazer a limpeza do ambiente, como os pisos e os materiais", afirma Falmazo.

Marcelo Cereser também é diretor superintendente da Castelo, indústria do ramo alimentício e admite preocupação com o aprofundamento da crise hídrica e escassez de água. "Para não prejudicar a produção, uma das medidas que eu tomei foi aumentar a capacidade reservatórios e colocar tanques no telhado para captar a água da chuva e utilizá-la para a limpeza, para não ter que usar água potável para esses serviços", afirma o diretor.

Cereser diz que a crise reflete diretamente no bolso dos consumidores e dos comércios, que se veem obrigados a aumentar o preço dos produtos e serviços oferecidos.

CONTA DE LUZ

Enquanto o empresário e muitos brasileiros tentam driblar as dificuldades no dia a dia, as contas não param de aumentar. No dia 29 de junho, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou reajuste de 52% na tarifa da bandeira vermelha nível 2, que passou de R$ 6,24 para R$ 9,49 a cada 100 kWh (quilowatt-hora). O aumento começou a valer no mês de julho e deve vigorar pelo menos até novembro.

(Luana Nascimbene)


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