Jundiaí

CNH para carros ainda predomina nas autoescolas


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Stephane Pamplona finaliza o processo para tirar a CNH nas categorias A e B
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

Apesar da preferência pela Carteira Nacional de Habilitação (CNH) da categoria B (carro), funcionários de autoescolas de Jundiaí admitem a crescente procura pela carteira de habilitação de motos, representada pela categoria A, mas a predominância entre os jovens é pelo carro.

De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP), no mês de julho foram realizados mensalmente 1.860 exames práticos de direção em Jundiaí, sendo 560 na categoria A (moto).

O serviço também pretende aumentar em 66% o número de exames práticos de motocicleta, com a retomada das aulas práticas em todo o Estado, por meio da ampliação da capacidade de atendimento das bancas examinadoras.

Segundo a funcionária de uma autoescola no bairro Jardim Paris, Lara Beatriz Pereira, a procura pela carteira de motos está numa crescente, mas a predominância ainda é pela categoria B. "A cada dez procuras que temos, sete são pela CNH de carro, principalmente pelo público feminino e pelos jovens", afirma.

A balconista Stephane da Silva Pamplona, de 19 anos, está finalizando o processo para tirar a CNH e optou pela categoria A e B que enquadra carros e motos, mas admite que sua preferência é por dirigir carros, por conta da maior segurança que eles oferecem.

"Optei por tirar de ambos veículos de uma vez só por ser mais barato, pois acredito que se eu precisar adicionar uma categoria futuramente sairia mais caro", afirma Stephane.

Para a jovem, a maior dificuldade do processo é lidar com a ansiedade das atividades práticas e dificuldade da prova final. "É difícil controlar o nervosismo e no calor do momento a gente comete erros e qualquer descuido eles já te reprovam", afirma.

DESINTERESSE

De acordo com o Detran.SP, o interesse dos jovens em ter carteira de motorista caiu em 10,5% em seis anos. A funcionária Lara Beatriz Pereira acredita que um dos fatores que influenciam nesta queda é a facilidade de locomoção hoje em dia.

"Muitos jovens se acomodaram com a facilidade de locomoção com os aplicativos de transporte, e essa praticidade pode ter diminuído o interesse deles em dirigir", completa.

O fator econômico também é determinante para esta queda, visto que as taxas do Detran sofrem reajustes no valor anualmente, o que acaba afastando alguns jovens.

De acordo com a funcionária de uma autoescola no bairro Anhangabaú, Evellyn Krol, nos exames prático e teórico houve reajustes que giram em torno de R$ 7 0 anualmente, já na emissão da CNH, o ajuste deste ano foi consideravelmente maior que os anteriores, com aumento em torno de R$ 60. "Cada autoescola tem seus preço fixo, mas os reajustes anuais do Detran valem para todas", afirma Evellyn.

Para a Stephane da Silva Pamplona, muitas pessoas optam por não realizar o processo de habilitação por ser um serviço caro. "No cenário atual eu acho que é um serviço muito caro, muitas pessoas precisam dar prioridade para outras despesas e optam por não tirarem a CNH", diz.

(Luana Nascimbene)

 


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