Jundiaí

Cultura sneaker cresce, mas com respeito às origens


                     ALEXANDRE MARTINS
Dennis Basso Batista entrou para a cultura sneaker com o Nike Air Max
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Vindo de influências de estilos de vida dos Estados Unidos, principalmente aqueles ligados às culturas negras e latinas com jogadores de basquete, rappers, grafiteiros, b.boys, entre outros, a cultura "Sneaker" cresce no Brasil e já possui muitos adeptos em Jundiaí.

Os "sneakerheads" colecionam tênis e, principalmente, as histórias que marcam os motivos e gostos dos interessados em cada item adquirido. Assim, eles trocam experiências e dicas entre eles, como forma de confraternização e para se atualizarem dos novos modelos que saem.

Dennis Basso Batista, de 21 anos, é comerciante e um "sneakerhead". Ele começou em 2015, quando comprou seu primeiro Nike Air Max, um de seus modelos preferidos. "Além do visual incomparável por causa da sua bolha de ar como amortecedor, eles são muito confortáveis e são um marco na história da cultura Sneaker e do esporte, pois foram a grande novidade tecnológica que havia para tênis de corrida", conta.

Para Batista, o ponto crucial dessa cultura não é o dinheiro ou o tamanho da coleção. "Hoje em dia, o pessoal se apega muito a quantidade e a valores, eu procuro os tênis que realmente quero e não porque está na moda ou algum famoso está usando. Pois é isso que importa, não pegar todos os drops (lançamentos) e sim os que você está mais desejando", ressalta.

Segundo Batista, a cena do Sneaker é nova no Brasil, mas está crescendo. "Lá fora (EUA), o lançamento do tênis Air Jordan 1, o primeiro modelo de tênis do jogador de basquete Michael Jordan, foi o pontapé para que se iniciasse uma cultura de guardar os tênis, vê-los de outra maneira, que não 'só um tênis' e sim um peça indispensável no estilo, para ser ostentada com muito orgulho", explica.

MUDANÇAS

O comerciante Felipe Augusto Castro Rodrigues, de 35 anos, é um "sneakerhead" e vem notando mudança na cultura nos últimos anos. "Desde que eu comecei, em 2013, sempre me interessei por aqueles que combinavam mais com meu estilo, com o tempo, comecei a comprar mais pelo 'ter' e hoje, voltei para minhas raízes, em que só compro tênis que realmente acho bonito e confortável", conta.

De acordo com Rodrigues, a cultura Sneaker está perdendo o sentido da inclusão entre os adeptos. "Há uns anos aconteciam encontros em São Paulo, onde a galera montava exposições dentro das próprias casas, trocavam ideias e faziam amizades. Atualmente, o pessoal está comprando os tênis já pensando em revendê-los, sempre com preços maiores, pois eles sabem do nicho e que muitos irão procurar", lamenta.

(Lucas Hideo)

 


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