Jundiaí

Mãe reencontra seus filhos após 54 anos de procura e esperança

A aposentada Eralina Ferreira de Souza, de 82 anos, finalmente reencontrou os filhos


ARQUIVO PESSOAL
Eralina Ferreira e Antônio Erculano não conseguiram segurar a emoção
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

A aposentada Eralina Ferreira de Souza, de 82 anos, finalmente reencontra os dois filhos que foram raptados pelo próprio pai, em Jundiaí, quando ainda eram crianças. Depois de 54 anos de angústia, mãe e filhos se reencontram e, como não poderia ser diferente, a emoção tomou conta da família.

O primeiro reencontro aconteceu na última segunda-feira (16), quando um dos filhos Antônio Erculano de Barros, de 58 anos, que estava na cidade de Perobal, no interior do Paraná, recebeu o contato do investigador que se voluntariou para ajudar no caso, Rodrigo Rolim, oferecendo ajuda para reencontrar sua família.

"No começo eu não acreditei. Pensei que fosse mais um trote, mas quando ele me enviou uma foto antiga da minha irmã e eu bem novinhos eu fiquei desesperado por mais informações e a emoção já tinha tomado conta de mim", afirma Barros.

Depois da notícia ele foi direto para Jundiaí para abraçar todos os seus familiares que esperavam ansiosos pelo seu retorno. "Foi uma emoção enorme. Não tenho nem palavras para descrever a sensação que eu senti ao olhar no rosto e abraçar cada um deles, parece que ainda não caiu a ficha", afirma Erculano.

Além de Antônio, a moradora do Santa Gertrudes também teve uma filha, Vera Lúcia Erculano de Barros, levados pelo seu ex-marido que desapareceu com eles sem nunca mais fazer contato. Na época, Antônio e Vera tinham apenas quatro e cinco anos, respectivamente, e foram tirados à força da mãe e levados para o interior do Paraná.

MAIS ABRAÇOS

O segundo reencontro está marcado para este domingo (22) quando Vera Lúcia, de 59 anos, que mora em Tatuí, virá para Jundiaí atrás da família.

Vera mantém contato com a família, de forma on-line, desde a semana passada e está ansiosa para vê-los pessoalmente. "Só de pensar neste momento eu já fico emocionada. Estou conversando com eles todos os dias, mas não vejo a hora de reencontrá-los pessoalmente e dar um abraço apertado em todos", afirma Vera Lúcia Erculano.

ALÍVIO

Para Eralina, aquele momento era a realização do seu maior sonho, e graças a muito esforço e esperança, ela conseguiu torná-lo realidade. "Eu pensei neste momento todos os dias durante esses 54 anos e falava para mim mesma que não iria sossegar até ter notícias dos meus filhos novamente", afirma a mãe.

Segundo ela, a sensação de reencontrar seus filhos foi indescritível. "Foi a motivação da minha vida, o que eu sinto agora é que já posso morrer em paz".

BUSCA CONSTANTE

Movidos por esperança e apoio, toda família se mobilizou durante todos esses anos para conseguir realizar o reencontro esperado. Foram inúmeras publicações nas redes sociais, tentativas de contato com programas de televisão, matérias em jornais locais, além de manter o contato frequente com a polícia.

(Luana Nascimbene)

 


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