Jundiaí

Insumos com temas natalinos já têm grande procura nas lojas

Com o medo de novas restrições, antecipação foi necessária para o setor de aviamento


                                   ALEXANDRE MARTINS
Juliana Martins diz que há procura por tecidos natalinos para artesanato
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Faltando ainda quatro meses para as festas natalinas, os comerciantes já reforçam os estoques de insumos ligados ao tema com foco nos artesãos e donas de casa que desejam reservar as peças.

Com a queda nas vendas do ano passado e o medo de novas restrições a antecipação foi necessária para o setor de aviamento.

A proprietária de uma loja de tecidos no Centro, Juliana Martins, diz que a a busca por temas que remetam ao Natal já existe. "O pessoal que confecciona produtos artesanais se antecipa para que dê tempo de confeccionar as peças", diz.

Juliana diz que houve queda nas vendas neste ano e espera que o fim do ano seja bom, mas acha que pode não vender tanto quanto em 2020. "Ano passado foi bom pelas máscaras, teve bastante procura de tecido, mas neste ano caíram as vendas. Agora que todo mundo já tem máscara, caiu bem a procura. A esperança é a última que morre e espero que seja bom, mas acho que não tem grandes expectativas para o fim do ano."

Os tecidos, cordões e afins são necessários para que artesãos possam produzir itens de decoração que posteriormente serão vendidos, então, para não perder o cronograma, as lojas aviamento se antecipam e esperam um fim de ano melhor que o de 2020.

É o que espera a vendedora Valéria da Silva Sousa Almeida ao mencionar que a venda é focada para quem faz artesanato.

"Já tem procura, mas está difícil encontrar tecidos porque os fornecedores não têm, aliás não só de tema natalino, mas de forma geral. As empresas estão sem matéria-prima para fabricar."

Para a fabricação dos itens natalinos, Valéria conta que as vendas ainda devem aquecer até dezembro. "Nessa época já procuram porque dezembro será só para a venda das peças prontas. Quanto mais vai chegando perto, outubro, novembro, procuram mais."

Valéria espera que o fim deste ano seja positivo para o setor com as flexibilizações. "Espero que seja melhor que em 2020. Ano passado a gente estava com redução da capacidade na loja. Para este ano, esperamos que a procura seja maior e as vendas melhorem."

(Nathália Sousa)

 


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