Jundiaí

Games retrô voltam a ser tendência entre todos os públicos


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Edilson Guedes, o Charles, monta jogos com simuladores de games retrô
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

Os videogames fazem parte da vida de muitas pessoas há gerações, mas há quem prefira as versões antigas. Pensando neste público, algumas lojas se especializaram em vender marcas clássicas, conhecidas dos anos 70 e 80.

Com uma loja de games no Centro de Jundiaí, Rogério Pinheiro tem atendido um público variado, mas confessa que os saudosistas continuam frequentando o espaço. "Trabalho com marcas clássicas, como Atari, Master System, Mega Drive, Super Nintendo, PlayStation 1, 2, 3 e 4 e Nintendo 64. Há 10 anos era um pessoal mais saudosista, mas hoje é a garotada que pesquisa sobre os jogos e sabe tudo. É legal a garotada gostando, vem na contramão, mas tenho cliente de 70 anos que joga muito ainda."

Vendendo cartuchos, consoles e acessórios, Pinheiro fala que os jogos antigos são mais valorizados. "Um jogo retrô de expressão é duas vezes mais caro que um lançamento de marcas de ponta. Eu também faço manutenção e alguns componentes a gente consegue substituir, mas outras peças precisa tirar de outros consoles antigos", explica ele sobre o garimpo para a compra de jogos e a manutenção.

O comerciante conta que alguns jogos ficaram extremamente raros com o passar do tempo. "Tenho, por exemplo, o Zelda Ocarina of Time que é um clássico, mas outros eu não tenho aqui para vender. Antes eu comprava jogos no Santa Efigênia, em São Paulo, hoje eu mando para eles e lá vendem pelo dobro do preço. Jogos de Neo Geo, por exemplo, que são mais raros, partem de R$ 2 mil."

ROUPAGEM

Edilson Bezerra Guedes, conhecido como Charles, fabrica jukeboxes e videogames de mesa, os conhecidos fliperamas mas, mesmo com jogos retrô, utiliza componentes modernos na montagem. "Vendo simulador de game retrô. Fabrico as máquinas do zero."

Vendendo principalmente para lojistas, Charles percebeu aumento na procura nos últimos anos. "Tem muita gente com cerca de 35 anos que compra, adolescente não tanto, preferem PlayStation e Xbox, mas, se o pai compra o antigo, joga também. Não sei se a moda vintage influencia."

Charles diz que a montagem de um game de mesa demora alguns dias. "Demora uns três dias quando já tem tudo certinho, senão demora mais. Eu monto tudo, só não a parte de madeira, que vem pronta, eu encomendo nas medidas que preciso."

Quanto aos preços, o céu é o limite para games de mesa. "Máquina com 13 mil games, custa R$ 2,4 mil. Um pinball, que tem duas telas, custa R$ 8 mil, mas tem como fazer com mais telas. Sem ser digital, um pinball custa de R$ 60 mil a R$ 70 mil para fazer", diz ele sobre o jogo que tem todas as características de um pinball analógico, mas substitui a bolinha e os obstáculos por uma tela.

(Nathália Sousa)


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