Jundiaí

Refugiada não consegue enviar ajuda para familiares


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A casa da tia de Rosemene foi destruída com o terremoto do sábado (14)
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

O terremoto de magnitude 7,2 que atingiu o Haiti no último sábado (14) e o ciclone na última segunda-feira (17) deixaram milhares de pessoas desabrigadas e desalojas no país incluindo a família da haitiana Rosemene Foreste Julien.

Ela vive em Jundiaí com o filho e marido e quando soube que parentes tiveram a casa destruída começou a pedir ajuda.

"Minha tia e seus filhos perderam a casa e agora estão na rua tentando sobreviver sem comida, sem roupas e sem dinheiro", lamenta.

Rosemene está preocupada, pois não consegue enviar ajuda, já que está desempregada. "Fiquei muito agoniada no dia do terremoto, não estava conseguindo falar com eles e só fui fazer esse contato, dias depois. Está bem difícil para mim aqui, junto com meu filho pequeno, assim, não consigo mandar algum dinheiro para lá", ressalta.

Segundo as últimas informações o número de mortos já chega a 2.189, além de 12 mil pessoas feridas e outras 32 consideradas desaparecidas.

Segundo a irmã Maria Cleia Franca Santos, uma das responsáveis pelo Centro Scalabriniano de Promoção do Migrante (Cesprom), o atendimento está ocorrendo de maneira virtual, devido a pandemia. "Fazemos todas as documentações, em grande parte, por e-mail. Depois do terremoto, nenhum migrante haitiano pediu nossa ajuda para tentar contatar os familiares, cada um fez por conta própria. Mas muitos estão pedindo ajuda para trazê-los ao Brasil e infelizmente, isso está complicado no momento", afirma.

AJUDA

Para quem puder ajudar Rosemene de qualquer forma possível, entre em contato pelo telefone: (11) 91050-8010.

(Lucas Hideo)


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