Jundiaí

Hoje é o DIA DO FOLCLORE


divulgação
ABERTURA ANO ACADEMICO DA ACADEMIA JUNDIAIENSE DE LETRAS JOAO CARLOS JOSE MARTINELLI
Crédito: divulgação

No dia 22 de agosto de 1846, o arqueólogo William John Thoms publicou em Londres um texto no qual propunha o estudo das lendas, tradições e manifestações artísticas populares, que chamou de “Folk-lore”, cujo significado em português é “sabedoria do povo” (povo –“folk” e sabedoria –“lore”). Sua sugestão, no entanto, só foi aceita mundialmente em 1878 e, no Brasil, a partir de 1965, que adaptada para o idioma, a palavra passou a ser escrita sem a letra k e sem o hífen, isto é, folclore, que se revela no conjunto de crenças, lendas, tradições, danças, mitos e costumes de um determinado povo ou de uma região.
Trata-se de um assunto de grande importância, já que através dele, mantém-se a identidade cultural de uma localidade, passada e vivenciada de geração a geração. E a cultura é base da consolidação dos povos, devendo o Estado assegurar a sua diversidade e a preservação de seus valores. Tanto que o artigo 215 da Constituição Federal do Brasil estabelece que “o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais”.
O nosso país é extremamente rico no folclore já que é formado por grupos étnicos diversificados, originando diferentes manifestações culturais em cada Estado. O seu dia se revela numa excelente oportunidade para se refletir sobre a sua importância e o seu atual papel na sociedade brasileira, cada vez mais dinâmica e volátil. E não se trata de ficar cultuando o passado, e nem de desprezar as conquistas extremamente positivas do mundo da mídia e de outros emblemas dos avanços da ciência e da técnica. O que se trata é de continuar valorizando a cultura feita pelo povo e para o povo, uma cultura então na essência muito democrática. E que pode muito bem dialogar com o novo.
Por isso, mais do que nunca precisamos compreender e valorizar o nosso folclore, já que tem suas raízes no passado. Isto é, a continuação no tempo e no espaço da alma brasileira das nossas tradições, de perpetuação do que somos hoje. E exigirmos de nossas autoridades, embasados nos preceitos constitucionais existentes, maior respeito por nosso patrimônio cultural, cobrando-lhes ações efetivas que promovam a sua manutenção e novas formas que possam desenvolvê-lo no sentido de alcançar um número sempre superior de pessoas envolvidas com seus efeitos e reflexos, pelo próprio bem do país.

*JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. Ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas ([email protected])


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