Jundiaí

Fogo consome quatro milhões de m² na Região

QUEIMADAS O município mais atingido foi Cabreúva, que tem fogo na Serra do Japi há sete dias


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O aeroporto de Jundiaí foi base para conter o fogo em Franco da Rocha
Crédito: DIVULGAÇÃO

A queimada que atinge a Serra do Japi desde a última sexta-feira (20), em especial na região de Cabreúva, já atingiu quase quatro milhões de metros quadrados de área. Em Franco da Rocha, no Parque Estadual do Juquery, são pelo menos 16 milhões de m² foram queimados, 80% da área.

Para conter as chamas do parque, Jundiaí serviu de base de recarga de dois aviões agrícolas com água e espuma antichamas. Além de um caminhão do Corpo de Bombeiros de Jundiaí, o Voa São Paulo, administradora do aeroporto Estadual Comandante Rolim Adolfo Amaro, cedeu o caminhão de bombeiros próprio para o abastecimento das aeronaves.

O coordenador da Defesa Civil de Jundiaí, o coronel João Osório Gimenez Germano, diz que o tempo seco e o calor são preocupantes. "A previsão de chuva é para sexta-feira, mas é uma preocupação a estiagem junto com o calor extremado. Provavelmente, não choverá muito, mas esperamos que tenha um volume grande."

Em Cabreúva, segundo o secretário adjunto da Segurança e Defesa Social, Tiago Magri, mais de quatro milhões de m² da Serra do Japi já foram queimados no incêndio que completa hoje sete dias. "A chuva é necessária para a extinção do fogo. Temos uma equipe com Bombeiros, Defesa Civil e outras pessoas trabalhando, mas a Serra ainda queima."

PREVISÃO

Segundo o Climatempo, site especializado em previsão do tempo, São Paulo tem a maior temperatura já registrada em um mês de agosto. Em Jundiaí, as chances de chuva devem começar amanhã e se estender até a terça-feira. Depois disso, o tempo deve voltar a ficar seco.

Gimenez reitera a importância de não se fazer queimadas e denunciar quem as faz. "A principal recomendação é evitar queimadas. Em Jundiaí, elas são proibidas por lei. Pedimos também que quem veja alguém colocando fogo no mato, denuncie. Dá para denunciar de forma anônima pelo aplicativo da prefeitura e também pelo 190 da Polícia Militar e 153 da Guarda Municipal."

REGIÃO

Louveira registrou 37 ocorrências de incêndio neste mês. Os focos consumiram cerca de 30 mil m². A maior concentração foi na zona rural do município.

Campo Limpo Paulista teve 43 ocorrências de incêndios em vegetações, quase 42 mil m² de área atingida. Os bairros mais impactados foram Figueira Branca, Botujuru, Estância São Paulo, Pau Arcado e beira de rodovias. Cinco animais foram capturados na cidade e encaminhados para a Mata Ciliar.

A Defesa Civil de Jarinu já combateu mais de 65 pontos de incêndio neste mês em toda a cidade. O município ainda não mensurou, porém, quantos m² foram queimados. A prefeitura reitera que incêndio é crime.

A Unidade Gestora Municipal de Segurança Pública de Várzea Paulista informa que, neste mês, foram aproximadamente 20 focos de incêndio na cidade, e cerca de 114 mil m² de área consumidos. Todas as regiões da cidade foram afetadas.

ANIMAIS

A Ong Mata Ciliar também vem atendendo vítimas diretas e indiretas do fogo, segundo o coordenador de comunicação da instituição, Samuel Nunes. Segundo ele, 95% dos animais queimados morrem no fogo mesmo, poucos conseguem sobreviver. Recebemos um ouriço queimado, mas tem mais vítimas indiretas que fogem e são atropeladas, ficam órfãs e sofreram ataques de cachorro.

Em 2020, 75% dos animais resgatados pela associação foram no segundo semestre, reflexo do período de queimadas.

 


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