Jundiaí

Apesar do estoque, preços têm sido o vilão nas prateleiras

ABASTECIMENTO Com estoques moderados, alguns donos de mercados de bairro pesquisados pelo JJ afirmam que não sofrem com a falta de produtos


                     ALEXANDRE MARTINS
Emilyn Caroline Perina da Silva precisou reduzir a lista de compras
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Com os constantes reajustes de preços dos alimentos, em especial itens da cesta básica, consumidores intensificam a pesquisa para ter poder de compra. Já o setor varejista começa a negociar com os fornecedores para não faltar produtos nas prateleiras.

Quem vai semanalmente ao supermercado já sente a diferença de uma semana para outra. Sendo obrigada a reduzir sua lista de compras, a consumidora Emilyn Caroline Perina da Silva, atualmente está desempregada e grávida, relata que ainda não falta alimentos em casa.

"Economizamos bastante e comprando só o básico. Somos em três em casa e além dos gastos com o mercado, tudo está mais caro", lamenta.

ABASTECIMENTO

De acordo com a Neogrid, empresa de software especializada em cadeias de suprimento, desde o ano passado vem ocorrendo a falta de produtos nas gôndolas. Em julho de 2021, os produtos que mais faltaram foram leite longa vida, bebidas de soja, proteína de soja, ovos, margarina, açúcar e massa.

Um dos sócios-proprietários de um mercado na Vila Aparecida, Gerson Parazzi, afirma que por enquanto, os fornecedores têm cumprido os prazos.

"As fornecedoras estão cumprindo com as demandas, sem nenhum tipo de problema. Nessa época até tem a falta de alguns produtos da hortifruti, mas por causa do tempo seco e das safras que ficam prejudicadas", comenta.

Segundo Tiago Mendes, proprietário de um mercado também na Vila Aparecida, seu negócio não está sendo prejudicado com a falta de produtos, mas com os constantes reajustes de preços. "Está o ano todo com mudança nos valores e infelizmente, não temos muito o que fazer e precisamos repassar para os clientes, isso acaba afastando eles e diminuindo o poder compra, prejudicando todo mundo", lamenta.

O aposentado Jair Monteiro afirma que não sente a falta de produtos nos mercados que frequenta, mas está precisando dar uma boa economizada em casa. "Entre os grandes e pequenos, sempre encontro tudo que quero na prateleiras. Como não faço aquelas despesas enormes, costumo ir em torno de duas vezes por semana ao mercado e toda vez, vejo que os preços estão aumentando consideravelmente", afirma.

 


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