Jundiaí

Alunos aderem à reciclagem e plantio de árvores

BONS EXEMPLOS Nas cidades de Jundiaí, Várzea Paulista e Campo Limpo, professores e alunos se envolveram em atividades práticas na volta às aulas


        ALEXANDRE MARTINS
O projeto "Jardim das Borboletas", realizado a céu aberto em Jundiaí, resgata o contato com a natureza
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Professores da rede municipal do Aglomerado Urbano de Jundiaí promovem projetos educacionais criativos e inovadores durante a pandemia e levaram às salas de aula com o objetivo de melhorar o desenvolvimento e cativar os alunos.

Nas cidades de Jundiaí, Várzea Paulista e Campo Limpo, professores e alunos das escolas municipais se envolveram em diferentes atividades práticas para ampliar o conhecimento.

São ideias simples, mas que mostram a importância do papel dos educadores na aprendizagem das crianças e adolescentes da região.

Em Jundiaí, a professora do ensino infantil na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Amélia Lima Lopes, localizada na Vila Esperança, Gina Alves, implantou o "Jardim das borboletas" para seus alunos.

O projeto consiste em trabalhar ao ar livre utilizando os quatro elementos da natureza, com o objetivo de despertar a curiosidade e a imaginação das crianças, além de resgatar o contato com a natureza. "As crianças utilizam o espaço aberto que chamamos de floresta para plantar árvores, acender fogueiras e fazer pinturas nos muros", afirma Gina Alves.

As atividades são destinadas às crianças do ensino infantil, com idades entre quatro e cinco anos. Para a professora, fazer atividades ao ar livre e ter contato com a natureza é essencial para melhorar o desenvolvimento dos alunos e despertar o interesse pelo meio ambiente.

"Tirar a criança da sala de aula por alguns minutos para que ela possa interagir com os elementos do meio ambiente a céu aberto é muito importante para que ela conheça, na prática, o que a natureza pode oferecer", afirma a educadora.

Além de apresentar o exterior para as crianças, essa vivência é importante para aumentar o interesse dos alunos pelas aulas.

PROJETO CATADORES

Em Várzea Paulista, o destaque está voltado para a professora Katiane Barros de Oliveira, do ensino fundamental da Cemeb Prof. João Baptista Nalini, que criou o projeto "Catadores da Terra", que ensina sobre a importância da reciclagem para as crianças e adolescentes, além de trabalhar com os materiais recicláveis.

A ideia surgiu por causa da história de um de seus alunos, que acompanhava sua avó, que trabalhava como catadora, a recolher os materiais destes ecopontos para vender. "Descobri que meu aluno Daniel, precisava ir muito longe para recolher os recicláveis com sua avó, pois aqui no bairro não havia nenhum ecoponto, foi aí que eu tive a ideia de implantar este projeto na escola", afirma Katiane de Oliveira.

Diante desta criatividade, toda a escola se engajou para ajudar a construir o projeto e, em pouco tempo, o ecoponto já estava em funcionamento. "A recepção de toda a escola pela ideia foi incrível, todos ajudaram muito com as doações e, em poucos dias, ele já estava ativo para todos os moradores do bairro", afirma a educadora.

Com o sucesso do trabalho, Katiane e seus alunos tiveram a ideia de aprender, na prática, um pouco mais sobre os recicláveis, então a professora teve a iniciativa de lecionar aulas de robótica para as crianças, utilizando apenas a reciclagem.

"Com as aulas de robótica, eu e os alunos aprendemos a construir objetos utilizando apenas materiais simples, como garrafas pet e tampas de plástico", afirma Katiane.

Agora, o objetivo é expandir o projeto, instalando lixeiras adequadas para a separação do lixo em outros pontos da cidade.

ACOLHIMENTO

Professores e coordenadores da Escola Municipal de Ensino Fundamental Jardim Laura, em Campo Limpo Paulista, realizaram ações para o acolhimento dos alunos no retorno das aulas presenciais.

Uma das atividades para comemorar a retomada dos alunos às salas de aula foi o "Circo dos Sonhos", onde os funcionários da escola se fantasiaram e realizaram apresentações de dança, mágica e comédia para cativar os alunos.

Outra novidade foi o projeto "Cortina do Abraço", que consiste em uma grande cortina de plástico na entrada das salas de aula para que o aluno possa abraçar os professores com segurança e se sentir mais acolhido.

Para a coordenadora Simone Dias Gonçalves de Moraes, o ato de abraçar o aluno faz com que ele se sinta mais seguro, mesmo depois de tanto tempo sem ir à escola. "A necessidade dessa interação era algo esperado pelos alunos e professores que necessitam deste contato com a criança. Com segurança nossos alunos podem se sentir acolhidos neste momento complicado", afirma a coordenadora.


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