Jundiaí

AUJ descarta racionamento, mas foca no uso consciente

ÁGUA Com estiagem desde o início do mês, as reservas de água continuam caindo e ameaçam o abastecimento caso não chova


ARQUIVO JJ
Até o momento, a represa da DAE conta com 65% da capacidade
Crédito: ARQUIVO JJ

O período de estiagem que atinge a Região de Jundiaí há um mês ainda não chegou ao fim e, sem chuva há dias, os municípios do Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ) têm adotado medidas que visam a economia.

Mesmo sem falar em desabastecimento ou racionamento de água, empresas que monitoram e administram os sistemas de abastecimento de água das cidades do AUJ descartam a necessidade de racionamento de água.

Em Jundiaí, segunda a DAE, a represa registra 65% da capacidade, o equivalente a 6,1 bilhões de litros de água. Além do rio Jundiaí-Mirim, principal manancial de abastecimento do município, a DAE mantém a reversão do rio Atibaia, com o objetivo de garantir o nível da represa em condições operacionais.

Para a conscientização da população, promove campanhas permanentes em diversos veículos de comunicação. Além disso, desenvolveu um gibi educativo, distribuído na rede municipal de educação e entregue no Mundo das Crianças e no Parque da Cidade.

NA REGIÃO

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou que não há racionamento e a situação vem sendo monitorada. O impacto da estiagem que atinge a região tem exigido mobilização para manter a regularidade do abastecimento em Cabreúva, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Jarinu e Várzea Paulista

Nesses municípios, a água é captada a fio d'água, em rios da região.

A empresa também reforça o pedido à população de uso consciente da água e adequado ao cenário que se apresenta, por meio de informativos em canais de comunicação. A empresa não informou, porém, sobre possíveis ações de racionamento.

As prefeituras de Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista estiveram em reunião com a Sabesp no Comitê de Crise Hídrica, a fim de encontrar soluções viáveis para a redução do uso de água nos municípios, abastecidos pelo rio Jundiaí.

CIDADES

Segundo a prefeitura de Várzea Paulista, no mês de julho, a Sabesp inaugurou dois reservatórios de água nos bairros Jardim Felicidade e Jardim América. Juntos, eles armazenam quatro milhões de litros de água. Em Várzea Paulista, a Sabesp também visitou departamentos públicos em uma ação que visa a compreensão dos servidores e da população quanto aos baixos níveis dos reservatórios, para que um racionamento seja evitado.

Campo Limpo Paulista ainda não está na fase crítica de abastecimento, mas segue em atenção. Há, junto ao Comitê de Crise Hídrica, uma conversa com produtores rurais e da iniciativa privada da região para pedir apoio no uso consciente da água.

Em Louveira, cidade na qual o abastecimento é responsabilidade da Secretaria de Água e Esgoto (SAE), não há, no momento, o risco de falta de água ou racionamento. Em maio foram distribuídos 12 mil redutores de vazão para todas as empresas e residências. Uma multa para os casos de flagrante de desperdício.

As ações resultaram em economia média superior a 7% todo mês, o que foi fundamental para que não haja racionamento.

Itupeva informou que a própria Sabesp responde pelas ações no município.

Cabreúva e Jarinu não retornaram até o fechamento desta edição.

ECONOMIA

Tanto a DAE quanto a Sabesp dão dicas para a população reduzir o consumo de água, como usar uma vassoura e balde para lavar quintais com piso, não dar descarga à toa, não usar água corrente para descongelar alimentos e retirar restos de comida de pratos antes de lavar a louça.


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