Jundiaí

Sequelas em crianças são mais amenas

As sequelas pós-covid, entre elas, indisposição, cansaço e dores musculares, também atingem crianças e adolescentes, mesmo sendo comprovado que a faixa etária tem risco menor para doença


ARQUIVO PESSOAL
Cijane Teixeira identificou as sequelas pós-covid em sua filha Laura
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

As sequelas pós-covid, entre elas, indisposição, cansaço e dores musculares, também atingem crianças e adolescentes, mesmo sendo comprovado que a faixa etária tem risco menor para doença. De acordo com a Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) apenas uma criança foi atendida no ambulatório pós-covid, programa oferecido pela Prefeitura de Jundiaí para o tratamento de sequelas.

A pediatra Rosa Estela Gazeta, do Hospital Universitário, sequelas físicas em crianças e adolescentes são menos comuns de acontecer e, na maioria das vezes, são vistas apenas em adultos, mas é importante acompanhar o quadro.

"A maioria das crianças não apresenta sequelas porque têm a forma mais branda da covid-19. É muito difícil elas apresentarem os mesmos sintomas dos adultos quando são infectadas", afirma a médica.

A pediatra explica que os sintomas mais comuns nas crianças infectadas são os gripais, como tosse e febre. "Muitas crianças e adolescentes ficam assintomáticos ou apresentam sintomas leves e discretos", conclui Rosa Estela Gazeta.

Quando a estudante Laura Teixeira Martins, de 14 anos, testou positivo para o coronavírus apresentou sintomas gripais. Sua mãe e professora Cijane Teixeira Martins, de 43 anos, explica que os sintomas da covid-19 apresentados pela Laura foram leves, mas percebeu as sequelas que persistiram mesmo após a recuperação.

"Depois do período de isolamento determinado, apareceram as sequelas, ela sempre apresentava muito cansaço e logo nas semanas seguintes teve muita dor nas pernas e queda de cabelo", afirma a mãe.

Cijane diz que fez todo o acompanhamento e tratamento médico com pediatra para tratar as sequelas. "O médico nos recomendou o mesmo tratamento de uma gripe. Ela fez o uso de vitaminas e zinco".

A mãe diz que os sintomas gripais e dores não aparecem mais, mas a indisposição e o cansaço ainda estão presentes.

EM JUNDIAÍ

A Vigilância Epidemiológica, órgão da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), informa que desde o início do ano foram contabilizados 246 casos em alunos e 359 em educadores.

No período de 19 a 25 de agosto foram registrados dois casos de covid-19 em alunos e um caso em educador.

A Vigilância Epidemiológica e a Unidade de Gestão de Educação (UGE) promovem o monitoramento da situação epidemiológica referente à covid-19 nas escolas da rede municipal de ensino.

(Luana Nascimbene)

 


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