Jundiaí

Produção de pêssego em Jundiaí chega a 62,4 hectares

FLORADA A cidade conta com 48 produtores de pêssegos de diferentes espécies que estão em fase inicial


Arquivo Pessoal
O agricultor Rafael Michelin é produtor de pêssego douradão e pretende colher 23 toneladas da safra
Crédito: Arquivo Pessoal

Os agricultores de Jundiaí que investiram na produção de pêssego para este ano já falam em boa colheita para o mês de outubro apesar de não arriscarem quantidade. Em Jundiaí são pelo menos 48 produtores da fruta o que significa uma área de cultivo de 62,4 hectares.

Espécies como aurora, douradão e kampai farão parte da colheita com foco no público interno e externo. O agricultor do Bom Jardim Rafael Michelin, acredita que a produção de seu pêssego douradão renda a colheita de 23 toneladas entre os meses de setembro e dezembro.

"A produção do ano passado foi bem fraca. Colhi por volta de 16 toneladas de pêssego e para recuperar o prejuízo este ano tracei a meta de colher 23 toneladas de douradão até o mês de dezembro", afirma o produtor.

Michelin está otimista, mas segue paciente para o começo da colheita da espécie que está prevista para iniciar em outubro. "Cada espécie tem sua própria época de colheita. O douradão costuma estar apto para ser colhido por volta do dia 20 de outubro, mas é normal que aconteça circunstâncias que adie ou antecipe o período", explica Rafael.

O produtor vende os pêssegos nas feiras livres, mercados do município e no Ceasa de Campinas.

De acordo com o presidente da Associação Agrícola de Jundiaí (AAJ), Renê Tomasetto, o cultivo dos pêssegos ainda está na fase inicial, conhecida como fase de floração ou florada, e deverá começar em outubro por conta do atraso que as geadas causaram.

"O clima das últimas semanas desfavoreceram o plantio dos pêssegos e causou o atraso da colheita destes frutos, então a colheita que costuma começar em agosto, deverá iniciar apenas no mês de outubro", afirma o especialista.

O presidente também afirma que a safra deve diminuir pelo mesmo motivo do atraso. "Durante as geadas, muitos pêssegos foram queimados e danificados e precisaram ser descartados", lamenta Tomasetto.

PREJUÍZO

O agricultor e produtor de pêssego da espécie aurora, José Roberto Fagundes, do bairro Roseira, teve problemas com suas plantações por conta das recentes geadas no município e acumulou prejuízos neste ano.

"Tive uma grande perda por conta das geadas que acabaram queimando uma boa parte das minhas produções e, infelizmente, os pêssegos foram muito danificados, isso acarretou em danos financeiros e foi um prejuízo bem grande", lamenta José.

Outro fator que atrapalhou sua produção foi o tempo seco e a falta de chuva predominantes nos últimos dias afetando diretamente sua produção de pêssego. "Faço a irrigação diária de todas as plantações, mas não é a mesma coisa do que a água da chuva, os frutos percebem a falta de chuva e acabam perdendo a qualidade", afirma o agricultor.

Fagundes costuma colher anualmente uma média entre 50 e 60 toneladas de pêssego e o consumidor final são as feiras livres da região, alguns mercados, Ceasa de Jundiaí e Campinas e também vende para compradores que vão até a horta.

O produtor não está tão otimista em relação aos números da safra, mas continua esperançoso para alcançar sua meta. "Como tive muitas perdas durante o ano, acho difícil eu manter a média de 50 a 60 toneladas de pêssego, mas se eu chegar perto deste valor já é motivo para comemorar, pois vou dar um grande passo para recuperar o que perdi", completa José Roberto Fagundes.

 


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