Jundiaí

Grendacc atende 71 pacientes que lutam contra o câncer

SETEMBRO DOURADO O câncer infantil é a doença que mais mata crianças e adolescentes no Brasil


ARQUIVO PESSOAL
Ágata da Silva e sua filha, Valentina, frequentam o Grendacc desde 2019
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

Durante o 'Setembro Dourado', mês de conscientização do câncer infantojuvenil, especialistas na área de saúde reforçam a importância de se conhecer os sinais e sintomas já nos primeiros anos de vida.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Incor) o câncer infantojuvenil é a doença que mais mata crianças de 1 a 19 anos no Brasil. Por isso, é preciso ressaltar a importância do diagnóstico precoce, que aumenta em até 80% as chances de cura.

Em Jundiaí, o Hospital da Criança do Grendacc atende 71 crianças que lutam contra o câncer infantil, sendo 21 crianças e adolescentes em tratamento efetivo contra o câncer no hospital, e outras 50 estão em acompanhamento pelos profissionais do local. Os índices de cura na instituição são de 80%.

Para a oncologista pediátrica do Grendacc, Arianne Casarim, é importante que os pais reconheçam os sinais e sintomas iniciais no paciente e pede para que os pais ou responsáveis fiquem atentos diante de qualquer um deles leve imediatamente a criança ao pediatra. "Reconhecer esses sinais e sintomas precocemente muda todo o tratamento e a sobrevida desse paciente", explica a médica.

Foi o que aconteceu com Márcia Moreira, mãe do pequeno Miguel, de 4 anos. O primeiro sinal dele foi a dor de cabeça, mas como ele tinha rinite alérgica, os médicos associaram essa dor à alergia.

Ele começou a mancar e a mãe o levou ao ortopedista. O primeiro diagnóstico foi de sinovite no quadril. Após um mês, ele continuava com os mesmos sintomas e então os especialistas em coluna e quadril o encaminharam para uma neuropediatra, que pediu uma ressonância. Foi quando descobriram o tumor no cérebro - em 21 de setembro de 2020. Já no dia 30 do mesmo mês ele fez uma cirurgia para retirá-lo e na sequência, em 23 de novembro, iniciou a quimioterapia no Grendacc.

Depois da quimioterapia, ele fez um transplante de medula e radioterapia. "Agora estamos esperando para repetir os exames. Ele acabou a última sessão de radioterapia no dia 18 de agosto e iremos aguardar um mês para fazer os exames de conclusão de tratamento", conta a mãe.

Apesar de ser um tumor muito agressivo, o Miguel respondeu muito bem ao tratamento e o diagnóstico rápido foi crucial para isso. "É uma luta diária, mas o Miguel é um menino muito alegre e isso me dá muita força para superar os momentos mais difíceis", relata a mãe.

Ágata da Silva Lopes, mãe da pequena Valentina Lopes Ferreira, de 4 anos, diagnosticada com leucemia linfóide aguda em outubro de 2019, identificou os sinais logo no início da doença.

Com a persistência dos sintomas, Valentina foi submetida a exames de sangue e urina, raio-x e ultrassom e precisou ser internada durante o período de análise. Quando descobriram o câncer, a pequena foi transferida para o Hospital da Criança do Grendacc no dia 28 de outubro de 2019 e lá iniciou seu tratamento. "No começo tudo era novo, eu tinha muito medo dos processos que minha filha iria se submeter, mas confiei nos profissionais do hospital e enfrentei a situação da melhor maneira possível", detalha Ágata.

Ágata passava mais tempo no hospital do que em casa, acompanhando a filha nas sessões de quimioterapia. O que confortava a mãe nestes momentos era ver que a Valentina respondia bem aos tratamentos. "Lidar com a adaptação foi bem dolorido, mas o acolhimento e todo o trabalho dos profissionais com minha filha foi incrível", afirma Ágata Lopes.

SINAIS

O sinal que mais chama a atenção dos pais ou responsáveis é a febre, que acomete de 40 a 60% dos pacientes oncológicos. "É uma febre mais prolongada, onde a criança fica mais prostrada. Esse é um dos principais sintomas", afirma a Arianne Cassarim.

Outros sintomas que também chamam a atenção são vômitos em jatos, em que a criança acorda no meio da noite com dor de cabeça; o surgimento de linfonodos que não reduzem de tamanho ou que crescem e não desaparecem com o tempo, perda de peso prolongada e aumento do volume abdominal. "A gente frisa muito essa parte de diagnóstico precoce porque muda completamente o tratamento e o prognóstico dessa criança se a gente descobre a doença ainda no início", reforça a oncologista.

CONSCIENTIZAÇÃO

A presidente do Grendacc, Isabela Bastos Cardoso, reforça que a instituição fará uma série de publicações nas redes sociais durante todo o mês com informações sobre a importância do diagnóstico precoce, os principais sinais e sintomas da doença e o tratamento. "Nos acompanhem, fiquem atentos e nos ajudem a divulgar essa causa pela qual lutamos há 26 anos. O diagnóstico precoce salva vidas!", afirma Isabela.

O Grendacc também preparou um folder explicativo com os principais sinais e sintomas que serão distribuídos nas prefeituras da região.


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